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[Crítica + Game] Destiny – O futuro não parece tão promissor, mas só para quem não está jogando.

Todo fim é um começo e o começo da Bungie na nova geração é contido, para dizer pouco. Continue lendo nossa crítica depois do pulo.

 
Destiny não é inovador, longe disso, ele tem mecânicas já conhecidas por muitos, não tem como não se lembrar de Halo quando você pega uma arma pela primeira vez na dacaída Russia, ou Mass Effect com a e os mecanismos de evolução de personagem e skill. Porém, ele é bom, diverte e cumpre bem seu papel nessa nova geração. 
 
Mas Destiny poderia ter ido além, sim, esse poderia ter sido o jogo que abriria as portas para o FPS na nova geração, não considero que Call of Duty e Battlefield 4 tenham sido jogos da nova geração, apesar de terem sido lançados para ela, também. Destiny sim tinha um papel maior a cumprir, mas ficou apenas no aceitável.
 
Ambientação
 
Destiny é lindo, tem cenários maravilhosos e nos leva aos lugares mais distantes do sistema solar. Vênus, Marte, Lua, cinturões de asteroides, imagine e lá você vai estar. E disso eu não posso reclamar, bom, ninguém pode. A atenção aos detalhes é maravilhosa, ver a terra-formação de planetas já conhecidos por nós e não um desconhecido XK30 na galáxia Aurora ou outra qualquer é reconfortante.
 
E os gráficos fazem bem, não estou levando em consideração as versões para a velha geração, apenas a nova. Entre PS4 e X-One quase não existem diferenças, na verdade, muito dificilmente você encontrará uma que seja substancial. Destiny é bonito, tem ambientações boas e não perde pontos aqui.Quanto a problemas de polígonos apresentados por alguns, especialmente nas sombras, com alívio informo que em momento algum vi algo remotamente parecido.

O mais interessante de tudo é poder imaginar o quão lindo Vênus era durante o apogeu da raça humana, ou a própria Terra. Ou a Lua, com suas crateras e estações de pesquisa, mesmo que isso só fique na imaginação. Logo, de todas as críticas direcionadas ao jogo, questionar sua ambientação e o desenho feito pelos artistas deverá ser o único ileso.

Trilha sonora


 

A trilha sonora é assinada por Martin O’Donnell e Michael Salvator, os mesmos que trabalharam na trilha sonora das últimas edições de Halo. Ou seja, mais uma caracterísca que fará com que você se lembre da gigande da Bungie.

Não tenho do que reclamar aqui, a trilha é boa e tem cadência assertada com os rumos de seu personagem, as vezes ela é facilmente esquecida de tão sutil, em outras, fará com que você se lembre do território hostil a qual se encontra, antes mesmo de se dar conta dos perigos e como explorador de Vênus, posso te garantir, você vai se lembrar desse paragráfo enquanto observa as nuvens avermelhadas do planeta selvagem.

História

 

 

Eis o maior problema de Destiny, a sua história. Toda história tem seu prólogo, tudo tem um começo, mas não é necessariamente obrigatório que você a comece pelo início. O seu prólogo pode muito bem estar cronologicamente no final, desde que a história realmente comece a partir de então. Com Destiny tudo é estranhamente na metade. Em alguns pontos, parece que você está encarando o pós-game após horas de jogatina, quando na verdade, é só a terceira missão. E então você percebe que caiu na repetição, é o mesmo lugar, de um ângulo diferente, em uma missão diferente, pela segunda vez. Acontece na Rússia, acontece na Lua e vai acontecer durante todo o percurso do guardião.

 

Você vai descobrindo aos poucos para onde vai, o que tem que fazer, mas é só. O que poderia ser épico se torna mediano e se não existirem mais dois amigos para dividir as frustrações das repetições do ingame com você, então sua cruzada como lobo solitário se tornará um loop eterno de mate a feiticeira, atire nos renegados…

 

E para um grupo de milícia que está passando pela decadência, tudo é muito rico, muito bonito e no final, meio raso. A terra foi dizimada, os planetas conquistados foram perdidos para a escuridão, você faz parte do resto, de uma resistência, mas não tem ar de resistência, tem ar de elite.  

 

 

Já que estamos falando da história, vamos comentar o personagem principal. Bom, você poderá criar escolhendo algumas raças, humano, awoken e exo. E nesse quesito encaramos mais uma vez o problema da história, quase nada é dito a respeito dessas raças diferentes existentes no jogo. Awoken são humanos híbridos? Exo, como classe robótica, possuem inteligência artificial ou partes orgânicas? O que explica seu comportamento humano? Destiny, me dê uma luz. De novo, não ter background das raças não é mandatório, mas quando a história depende e cria a narrativa ao redor da invasão de uma outra raça alienígena é bom saber o real motivo da existência de uma como a awoken. E isso não é ser exigente, é ser coeso com a proposta do jogo. Cadê o confronto? Onde está a jornada do herói? Quando, na concepção do jogo esqueceram de incluir o monomito?

 

Dentro das raças existem as subclasses, guerreiro, feiticeiro e caçador. Mais uma vez, pouco é dito (ou quase nada) a respeito das subclasses. Tudo é tecnológico, mas a presença da referida “luz” é deixada para o desenvolvimento futuro.

 

 

Para ser honesto, o verdadeiro protagonista do jogo não é você, é seu fantasma. E para protagonista o fantasma poderia ter recebido um pouco mais de profundidade para representar algo significante no imaginário. Não existe alívio cômico, seu fantasma não é sério, ele é o narrador/tutorial do jogo e é triste saber que ele poderia ter se tornado muito mais e não somente algo medíocre.  Tudo fica um pouco pior quando você joga a versão dublada, nada de Peter Dinklage (Game of Thrones) para você, só uma voz genérica qualquer.

O vilão então é meramente um sussurro, você sabe da ameaça, entende o perigo, mas não chega a imergir totalmente. É um mate para não morrer, no começo, dificilmente você irá se sentir parte de algum propósito maior. 

 

Gameplay

  

 

Nesse ponto Destiny faz bem, ou melhor, o esperado. Não existe segredo no gameplay, mesmo com a presença dos especiais, tenho certeza de que nada apresentado é realmente novo. E onde não existe inovação, existe a consistência de uma produção contida. É mérito? Bom, demérito não é, quando temos algo simples o mínimo que queremos é o bem feito e o game é assim.

 

Várias armas para escolher, variação entre a primária, secundária e pesada, além de planar, mas se você tiver jogado Titanfall vai notar que até mesmo algumas armas pesadas relembram muito as desse citado. Mate um inimigo e você receberá munição, se for um inimigo classe A, munição especial, elas diferem pela cor, cinza, verde e roxa. Nada inovador, é simples, mas bem feito. Menos é mais, sabe? Mas as vezes um pouco a mais não machucaria ninguém. 

Veredito 

Destiny tem aquele sabor requentado, é meio Mass Effect, é meio Halo, para quem acompanhou Star Wars: KOTOR também pode encontrar algumas similaridades ao explorar planetas, tem um plot aceitável e história um pouco rasa. Não é um jogo ruim, é interessante e com certeza você irá jogar por muitas horas até se cansar totalmente.

Então, o veredito é bem simples, Destiny é um game passável. Entra facilmente no rol dos melhores lançamentos do ano, mas vamos ser sinceros, nada muito animador foi lançado até agora. 

Todo fim é um começo e o começo da Bungie na nova geração é contido, para dizer pouco. Continue lendo nossa crítica depois do pulo.   Destiny não é inovador, longe disso, ele tem mecânicas já conhecidas por muitos, não tem como não se lembrar de Halo quando você pega uma arma pela primeira vez na dacaída Russia, ou Mass Effect com a e os mecanismos de evolução de personagem e skill. Porém, ele é bom, diverte e cumpre bem seu papel nessa nova geração.    Mas Destiny poderia ter ido além, sim, esse poderia ter sido o jogo que…

Destiny

Gráficos
Trilha Sonora
História
Gameplay

Nota

Destiny é um game passável. Entra facilmente no rol dos melhores lançamentos do ano, mas vamos ser sinceros, nada muito animador foi lançado até agora.

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