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Crítica|Liga da Justiça: Deuses e Monstros

Grande parte dos fãs estava ansiosa pelo lançamento desta animação…

pois marca o retorno de Bruce Timm para DC Comics. O cara foi o responsável por estabelecer a atmosfera adulta dos desenhos da Liga da Justiça, Batman e os outros heróis da DC.

Quando foi anunciada mais uma animação da Liga da Justiça com Bruce Timm, logo imaginei que as últimas animações não tão boas da DC ficariam no passado. E, se depender de Timm, realmente ficarão.

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A animação mostra a trindade da Liga da Justiça, Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Mas uma versão alternativa, no estilo “Authority”. O Superman não é Kal-El, mas sim um descente do General Zod. Batman, não é Bruce Wayne, mas um cientista vampiro(Kirk Langstrom). A Mulher-Maravilha é Beca, uma guerreira da Nova Gênese e esposa de Órion.

Esta é a Liga da Justiça deste universo paralelo, cumprindo o papel de proteger o planeta, mas de uma forma, digamos, mais violenta. O Superman de cavanhaque e um sobretudo preto, Batman sugando o sangue dos inimigos (literalmente) e a Mulher-Maravilha partindo os adversários ao meio com sua espada.

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Devido aos métodos pouco sutis dos heróis, a população vê a Liga da Justiça como monstros. O próprio governo enxerga a tríade como uma ameaça iminente. Inclusive uma frase emblemática de outra importante obra da DC é dita: “Quem vigia os vigilantes?”. E o Superman, em uma conversa com a presidenta Amanda Waller (!?): “Me proteger de quem, eu pergunto. Quem você acha que protege quem, aqui?”.

Inicialmente, você espera que em algum momento esta realidade se cruze com a realidade que já conhecemos, mas isso não acontece. Mas o que se mostra uma grata surpresa.

Na história, as mentes mais importantes do planeta começam a ser assassinadas brutalmente e os principais suspeitos são a Liga da Justiça. Vários personagens já conhecidos das HQs da DC aparecem na trama. Claro que a maioria em outras funções, o que impede que a história se torne previsível. Alguns aparecem para propósitos importantes, já outros fazem aparições discretas.

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A animação, como já era de se esperar, é de ótima qualidade, com o traço retornando ao clássico que fez sucesso em Batman: A série animada, Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites.

Outras coisas boas são a ação e a violência. A animação consegue ser mais violenta do que a maioria dos filmes da Marvel, incluído decapitação, esmagamento, incineração, etc. Isso se torna um ponto positivo, pois é ter noção da extensão dos poderes de super seres no mundo dos humanos. O DVD brasileiro vem com a classificação de censura para 12 anos, e com razão.

Outro ponto positivo, e que nunca é citada, é a dublagem. Os dubladores Guilherme Briggs, Duda Ribeiro e Priscila Amorim, especialmente. É ótimo a Warner manter o mesmo estúdio e as mesmas vozes. De alguma forma deixam a personalidade dos personagens mais familiares.

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A animação é mais uma ótima produção da Warner/DC e traz uma ótima reflexão sobre as aparências. Os monstros nem sempre são os vilões. E nem sempre a opção certa é a mais bonita.

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana. Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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