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Indicação Nerd|Anime/Mangá – Guerreiras Mágicas de Rayerth

A história fantástica, profunda e inesquecível de três amigas em outro mundo.

Quem é otaku e mais inteirado ao universo de anime e mangá, já deve conhecer o grupo CLAMP, formado por quatro mulheres mangakás autoras de obras como Sakura Card Captors, Angelic Layer, XXX Holic e muitos outros. Mas uma de suas obras mais importantes é sem dúvida Majikku Naito Reiāsu ou, como nós conhecemos aqui no Brasil, Guerreiras Mágicas de Rayerth.

O grupo CLAMP sempre foi conhecido pelas histórias voltadas mais para o universo Shoujo (histórias voltadas para o público feminino), mas as Guerreiras Mágicas acabaram indo mais além conquistando fãs de todos os gêneros. GMR é considerado Mahou Shoujo (basicamente, histórias com personagens femininas com poderes e/ou magias), com um universo fantástico no estilo RPG, com lutas de capa e espada, robôs gigantes e muita magia.

A história mostra Lucy (Hikaru Shido), Anne (Fuu Ho-oji) e Marine (Umi Ryuzaki), as protagonistas da história, transportadas misteriosamente (como sempre, né?) para outro mundo durante uma excursão à Torre de Tokyo. Este outro mundo, Zefir, é um mundo totalmente diferente, com criaturas fantásticas, magos, feiticeiras e tudo que um bom RPG pede. Mas Zefir está em colapso e as três amigas descobrem que foram convocadas pela princesa Esmeralda para salvar o planeta.

A Princesa Esmeralda é o pilar de Zefir. Ela mantém toda a ordem e a paz do planeta através das suas orações constantes (reclama da sua vida agora, vai). Porém a princesa foi sequestrada por seu sumo-sacerdote, Zagato. As três lendárias guerreiras precisam então encontrar os minerais raros de Zefir para forjar suas armas e armaduras lendárias e assim resgatar a princesa Esmeralda.

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Durante a história, elas também precisaram despertar seus Mashins, robôs gigantes pilotados totalmente por magia. Além disso, terão ajuda de um dos bichos mais fofos e chatos do universo dos animes, a Mokona! Mokona, aliás viraria símbolo das meninas do CLAMP e apareceria em outras obras das meninas, como Tsubasa e XXX Holic.

Esta é basicamente a primeira fase de GMR, que nos brinda com um final capaz de arrancar lágrimas de qualquer um. Poucos animes tiveram um desfecho tão emocionante como a primeira temporada de Guerreiras Mágicas de Rayerth, deixando todos os fãs com um aperto no coração.

Com o sucesso de Lucy e suas amigas, as meninas do CLAMP produziram a segunda fase de Guerreiras Mágicas de Rayerth. Nesta fase de GMR as guerreiras voltam para Zefir, mas agora para defender o planeta de invasores e algumas coisas mais (que não posso dizer sem dar spoilers do final da fase anterior). A segunda fase é mais psicológica e mostra lutas internas de vários personagens para superar alguns obstáculos.

Nesta segunda fase, conhecemos personagens novos aspirantes ao trono de Zefir: as princesas gêmeas Tetra e Tatra do planeta Tizeta, a princesa Aska do planeta Fahren e (meu preferido) Visão de Águia do planeta Autozam.

Visão de Águia mantém um amor yaoi (romance entre meninos nos mangás/anime), mas platônico com seu braço direito Geo Metro. Os dois personagens são praticamente idênticos a Touya e Yukito de SCC e não é por acaso. Aliás, casais assim são constantes nas obras das meninas do CLAMP. Praticamente qualquer história delas você vai encontrar um casal Yaoi no estilo Uke/Seme (Romântico/Frágil e Sexual/Protetor). Só pra citar alguns, temos Tokyo Babylon, X-1999,  Sakura Card Captors, Duklyon.

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Algo legal em GMR é a evolução das protagonistas. Cada uma possui características desfavoráveis, mas que precisam ao longo da história superarem para conseguir despertar seus poderes. Outra coisa é a força da figura feminina na história. Marine, Anne e Lucy não precisam (raras as vezes) de cavaleiros para resgatarem-nas de perigos e apesar do romance em alguns momentos, a amizade fala sempre mais alto do que a busca por um príncipe encantado.

Acompanhei o mangá, publicado no Brasil pela JBC e o anime comecei assistindo pelo SBT (quando exibiam também Fly e Dragon Ball), mas devido as mudanças bruscas de horários acabei vendo posteriormente pela internet. As ilustrações das meninas do CLAMP são impecáveis e os mangás são belíssimos. As armaduras e os Mashins das Guerreiras fazem os olhos brilharem. Uma história acima da média e indispensável para os otakus.

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A história fantástica, profunda e inesquecível de três amigas em outro mundo. Quem é otaku e mais inteirado ao universo de anime e mangá, já deve conhecer o grupo CLAMP, formado por quatro mulheres mangakás autoras de obras como Sakura Card Captors, Angelic Layer, XXX Holic e muitos outros. Mas uma de suas obras mais importantes é sem dúvida Majikku Naito Reiāsu ou, como nós conhecemos aqui no Brasil, Guerreiras Mágicas de Rayerth. O grupo CLAMP sempre foi conhecido pelas histórias voltadas mais para o universo Shoujo (histórias voltadas para o público feminino), mas as Guerreiras Mágicas acabaram indo mais…

Guerreiras Mágicas de Rayerth

Anime/Mangá

Nota

As ilustrações das meninas do CLAMP são impecáveis e os mangás são belíssimos. As armaduras e os Mashins das Guerreiras fazem os olhos brilharem. Uma história acima da média e indispensável para os otakus.

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana.
Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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  • Pietro Rabelo

    Ai… igual a Sailor Moon, depois do mangá, nao consigo mais ler os nomes ocidentais. Eu amo GMR e é incrivel que mesmo parecendo uma mistura de Sailor Moon, Saint Seiya e Gundam… a obra tem peraonalidade própria. Eu acho inclusive que GMR merece mais um remake e/ou atenção do CLAMP.