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Crítica|Liga da Justiça Vs Jovens Titãs

Mais uma animação da DC, mas agora na era dos crossovers.

No fim de março foi lançada a última animação da DC Animation, com o título Liga da Justiça Vs Jovens Titãs. Confesso que desde o início fiquei descrente com o projeto, afinal sou da época em que os Jovens Titãs eram os Novos Titãs, com Dick Grayson, Estelar, Ravena, Ciborgue, Kid Flash, Mutano e Moça Maravilha.

A história mostra a dificuldade do Batman em conseguir lidar com a insubordinação de Damian, colocando em risco as missões e a própria vida. A decisão de Bruce Wayne é enviar o filho para um “internato”, para aprender a trabalhar em equipe, sob a tutela de Estelar.

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Esta versão da equipe dos Jovens Titãs é formada pela líder Estelar, Mutano, Besouro Azul (Jaime Reyes e não Ted Kord) e Ravena. Durante a trama é explicado que Ravena é filha de um demônio, Trigon, o que causa preocupação na Liga da Justiça. Trigon está aprisionado e somente pode ser libertado com os poderes de Ravena.

O demônio Trigon consegue possuir os principais heróis da Liga e assim os Jovens Titãs terão que enfrentar os heróis mais poderosos da Terra para salvar o mundo.

A animação é, infelizmente, uma das mais fracas já feitas pela DC. Nitidamente foi produzida apenas para inserir a equipe dos Jovens Titãs ao universo das animações da DC. Antes deste filme, os Titãs já fizeram aparições em Teen Titans (2003), Teen Titans Go! (2013) e Young Justice (2011). As três foram produzidas para o canal Cartoon Network, logo já era esperado que fossem mais voltadas para o público infantil e visando o lucro (leia-se, venda de brinquedos).

Destas, as duas primeiras tinham pouquíssimas (sinceramente, nenhuma) referências aos Novos Titãs das HQs, apenas com os nomes dos personagens. Já Young Justice teve uma trajetória mais próxima da obra original e, consequentemente, uma qualidade um pouco superior.

Com isto a DC tentou realizar uma animação que agradasse tanto aos fãs que já estavam acostumados com as animações mais sérias da Liga, mas também sem afastar os fãs das séries do Cartoon Network. Quando tentamos agradar gregos e troianos já sabemos o que acontece, não é mesmo? A história é fraca e não fica nem lá e nem cá, deixando a desejar em muitos aspectos.

Esta é a quarta animação em que Damian Wayne participa, e eu ainda não entendi por que este personagem tão chato continua a ganhar tanto destaque. Outra coisa é a aparência dos personagens, no estilo dos Novos 52, algo que não me agrada já faz algum tempo, com um Superman sem pescoço e um time que parece comercial de Whey Protein.

A animação aborda uma nova origem da Ravena, bebendo das animações “Teens” dos Titãs, onde apesar de ser um dos seres mais poderosos do universo, a garota é apenas uma adolescente com dificuldade para se relacionar com os outros.

Outra falha da animação é deixar totalmente de lado outros personagens, como Lanterna Verde, Aquaman e Shazam, sem nenhuma menção. Mesmo Dick Grayson, aqui como Asa Noturna, fundador dos Titãs nas HQs, não possui nenhuma relevância na história, dando apenas conselhos para Damian como um irmão mais velho.

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Outra coisa que me incomoda há tempos é o Ciborgue. O personagem desde os primórdios era membro dos Novos Titãs, porém a LJA não tinha nenhum personagem negro, algo que poderia ser ruim para as vendas nos tempos atuais. Por isso, fizeram algumas adaptações e Victor Stone se tornou membro da LJA. No entanto, quando colocam as duas equipes juntas, também incluem Ciborgue no time dos jovens heróis. Isso mostra o quão longe a DC ainda está em relação a representatividade racial de seus heróis.

Mesmo com Aço (John Irons), Super Choque, Vixen e Kid Flash (Wally West dos Novos 52), apenas um herói negro é utilizado para tudo (Liga da Justiça, Jovens Titãs, Batman Vs Superman, etc).

Na dublagem original, Rosario Dawson (a Enfermeira da Noite, do universo Marvel da Netflix) faz a voz da Mulher-Maravilha e John Bernthal (Justiceiro de Demolidor da Netflix) faz a voz do demônio Trigon. Na versão brasileira, temos as mesmas vozes

A animação é uma boa indicação para passar o tempo, sem muitas expectativas. O título é uma propaganda enganosa, pois a trama não é entre os Titãs e a Liga, algo que decepciona e muito. Apesar de uma produção da DC/Warner, que geralmente é sinônimo de boa qualidade, acaba usando desnecessariamente duas grandes equipes da DC para uma história mediana e com pouco a acrescentar.

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NOTA: 2 estrelas

Mais uma animação da DC, mas agora na era dos crossovers. No fim de março foi lançada a última animação da DC Animation, com o título Liga da Justiça Vs Jovens Titãs. Confesso que desde o início fiquei descrente com o projeto, afinal sou da época em que os Jovens Titãs eram os Novos Titãs, com Dick Grayson, Estelar, Ravena, Ciborgue, Kid Flash, Mutano e Moça Maravilha. A história mostra a dificuldade do Batman em conseguir lidar com a insubordinação de Damian, colocando em risco as missões e a própria vida. A decisão de Bruce Wayne é enviar o filho…

Liga da Justiça Vs Jovens Titãs

Animação

Nota

Apesar de uma produção da DC/Warner, que geralmente é sinônimo de boa qualidade, acaba usando desnecessariamente duas grandes equipes da DC para uma história mediana e com pouco a acrescentar.

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana. Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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  • Leonardo Da Silva Sousa

    Concordo com a crítica. Para mim esse filme foi um balde de água fria.

    • Michel Furquim

      Pois é Leonardo. Estão agendadas animações de A Piada Mortal e mais um solo da Mulher Maravilha. Vamos torcer para que sejam melhores.