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Crítica|Capitão América – Guerra Civil #TeamCap

Marvel Estúdios entrega o filme definitivo de ação com super-heróis.

Continuando o padrão já estabelecido, Civil War não é apenas um bom filme do gênero adaptado de histórias em quadrinhos, mas sim o melhor já lançado pela Marvel Estúdios e qualquer outra produtora de filmes centralizado em super-heróis. Todo o tratamento dado ao roteiro é de uma excelência magnífica. Não existem furos aparentes, talvez procurando com mais afinco seja possível localizá-los, mas nada visível à olho nu – no final é o que importa, não é mesmo? O nível de adrenalina não abaixa nunca, mesmo quando existe aquele período para respirar, receber informações e trabalhar a construção de momentos mais enérgicos. 

A estética do filme permanece bem fiel ao que foi feito em Soldado Invernal e Era de Ultron. Estamos lidando diretamente com as consequências relacionadas, principalmente, a estes dois momentos do universo compartilhado Marvel. Também existiram alguns acenos para Vingadores e a invasão alienígena, mostrando que sim, vidas civis foram perdidas durante o confronto e que não, ninguém pretende esquecer o que já aconteceu, mesmo que o heroísmo dos Vingadores seja responsável pela vida de outros milhões. É uma matemática injusta e é exatamente daí que o confronto saí. 

O espaço dedicado para os novatos também elevou e muito a qualidade do longa. Homem-Aranha e Pantera Negra transformaram o filme. Existe uma conexão muito forte entre ambos os personagens e a trajetória de Guerra Civil. Li em alguns lugares algumas críticas ao uniforme do Pantera Negra, mas nada disso realmente faz justiça a quantidade de cenas bem trabalhadas e ao talento de Chadwick Boseman, o T’Challa. Holland também está fenomenal como Homem Aranha. 

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A criação de momentos espetaculares não foi relegada apenas aos nomes conhecidos, Steve Rogers e Tony Stark. Um dos melhores aspectos do filme é a entrega de várias cenas brilhantes sendo executadas por outros personagens e não apenas aqueles que lideram os times. A transformação do Homem Formiga em Homem Gigante foi bem feita, executada e encaixou exatamente na maré crescente do clímax da melhor luta já apresentada em um filme de super-heróis, a muito (injustamente) zoada batalha do aeroporto.  A fluidez dos movimentos do Pantera e do Homem Aranha garantiram ótimos acréscimos para as cenas de luta, assim como perseguições cheias de adrenalina no começo do filme.

Claro que o melhor de tudo foi notar quão completo o filme é. Dentro da sala do cinema nenhum sentimento foi deixado de lado durante a exibição. Famílias inteiras foram acompanhar o embate entre Homem de Ferro e Capitão América e a cada cena, uma emoção humana diferente era demonstrada: risos, suspiros de antecipação, gritos de euforia, preocupação. Com certeza o grande trunfo de Anthony e Joe Russo foi a criação de um filme completo. São momentos que navegam perfeitamente o espectro emocional de fãs que cresceram lendo histórias em quadrinhos e aqueles que acompanham unicamente o que é proposto pelo universo cinematográfico da Marvel. Tem espaço para todo mundo e é essa a proposta mais importante, não deixar tudo centralizado só em quem lê, dando um prêmio de consolo para o novato com algumas cenas aqui e ali. Não, o importante é o foco em todos. E isso a Marvel já entendeu e reproduz bem. 

Civil War 2

Também vi em alguns lugares alguns fãs comparando o painel abarrotado da Guerra Civil nos quadrinhos com a cena do aeroporto e a pequena quantidade de personagens do filme. Entendo a frustração de alguns fãs antigos, mas é preciso compreender que nem tudo o que dá certo na ponta lápis, dará certo na adaptação de carne e osso. Tudo gira ao redor do ‘Tratado de Sokovia’, diferente da nona arte em que a massiva maioria dos personagens ainda guardava sua identidade secreta com unhas e dentes.

Porém, a alma da Guerra Civil permanece a mesma e é isso que precisamos reconhecer dentro do que foi apresentado. Treze filmes e oito anos depois, já passamos da fase de querer cópias carbono das histórias em quadrinhos. A essência do embate entre amigos, com Tony Stark e Steve Rogers montando equipes para lutar um contra o outro, permanece a mesma. Todos são amigos, alguns até se consideram parte de uma família. Vê-los lutando não é bom, não é para ninguém torcer, esta é a pegada da Guerra Civil em ambas as mídias apresentadas.

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De maneira similar também funciona o vilão do filme, Zemo. Este não é o mesmo personagem apresentado em Captain America #168 de 1973. Ele aqui representa um antagonista muito bem trabalhado, apesar de ter como superpoder apenas o seu desejo de vingança. É a proposta de todo o filme, mostrar como as ações dos Vingadores foram responsáveis por não apenas salvar e inspirar milhares para o caminho do herói, como Peter Parker, por exemplo, mas também expor o perigo na conta matemática que apenas o Visão conseguiu antecipar. Onde existiram heróis poderosos, existiram vilões que acompanharam a escala de poder. Zemo, contudo, não tem poderes e segue fazendo aquilo que uma pessoa comum poderia fazer ao lidar com tal dilema, ele manipula. Com a quantidade certa de informações e muita inteligência o personagem conseguiu construir o teor da Guerra Civil, colocando amigo contra amigo, criando abordagens em que ninguém está errado e todo mundo continua certo.

Capitão América é o símbolo da Marvel. Ele é o garoto do Brooklyn que cresceu com apenas um pensamento: ser um herói e mostrar o seu valor. Para muitos a imagem daquele homem pode ser arcaica e ultrapassada, mas dentro do contexto explorado, tanto ele quanto Stark, estão certos. Gosto da versão cinematográfica do Capitão muito mais do que sua versão em quadrinhos. Dentro de Guerra Civil foi possível ver um homem mais falho e menos pretencioso em seu discurso. Existe aquela sensação de liberdade, de defender os ideais do passado, mas não se engane, Steve está lutando basicamente para defender o amigo de infância, em um a clara demonstração de interesses próprios.

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E é então que entramos dentro do outro time, o do Homem de Ferro. Tony está cansado, cabisbaixo, sua imagem não é a mesma do primeiro longa de 2007. É possível ver o peso do mundo nas costas daquele homem. Por isso é fácil entender sua motivação principal, assim como sua relutância em permitir que outros Starks surjam. É por esse motivo que ele está lá, no MIT, financiando do próprio bolso o projeto de vários outros cientistas. Não se engane, aquilo não é apenas um desejo de extrapolar a barreira da ciência, mas sim de permanecer de olho em tudo o que poderá se tornar perigoso para a humanidade. Tony se transformou em uma espécie de vigilante da Terra, um projeto que ele já havia idealizado e que fugiu do controle em Ultron. Então é compreensível que não exista o lado certo e o errado em Guerra Civil. Todo mundo ali tem bagagem para argumentar contra e a favor e isso apenas torna tudo tão mais complicado.

O filme é tenso, mas também é carregado de ótimos alívios cômicos. Bettany, Downey Jr., Paul Rudd (Ant-Man), Tom Holland (Spider-Man) e Anthony Mackie (Falcon) roubaram cenas e mais cenas, tudo com o humor peculiar de cada personagem. Não existiram momentos em que eu parei e pensei: esse personagem não é assim. Ao contrário. A compreensão de como cada um daqueles heróis funciona é simplesmente maravilhosa, indo da luta para a piada, ninguém é pintado de maneira diferente do que já apresentaram antes. 

Preciso também dedicar um parágrafo para elogiar a brilhante performance da personagens femininas dentro de Civil War. Sharon Carter, Viúva Negra, Wanda e a própria participação breve de Alfre Woodard, representando um papel bem próximo ao de Miriam Sharpe nas histórias em quadrinhos. Todas aquelas personagens estão com um peso gigante nas costas. Scarlet e Elizabeth demonstram em suas cenas uma maturidade muito maior. Toda a sensualidade característica de Natasha foi colocada de lado para explorar uma mulher bem mais calejada, com uma compreensão maior da responsabilidade e do significado de um combate entre amigos, assim como o próprio questionamento de sua função como Vingadora, uma progressão que vem desde o final de Capitão América: Soldado Invernal e Era de Ultron. Aquela mulher já está cansada de lutar, e esse cansaço fica evidente conforme o roteiro vai aprofundando a conexão dela com Steve e Tony.

O tratamento dado a Feiticeira Escarlate também foi outro ponto chave dentro do filme, assim como no panorama geral da Marvel para o futuro. A personagem é, segundo os próprios diretores do filme, a pessoa mais poderosa dentro do MCU. Após o final de Guerra Civil fica notável que ela realmente possui tal poder, assim como uma gama gigantesca de fragilidade que a coloca como a mais perigosa e instável. E por fim, Sharon, fazendo aquele balanço entre vida pessoal e profissional de Steve, mas nunca deixando de exibir força e decisão em nenhuma delas. Sabe o que é melhor ainda? Em momento algum qualquer uma foi ilustrada aparecendo de roupa íntima, apenas para angariar mais visualizações do público masculino.  

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No fim Capitão América 3 – Guerra Civil é o filme derradeiro, a prova viva de que existem maneiras de se criar um material derivado de uma história em quadrinhos que não dependa exclusivamente do ‘fan service’. Existem conexões com o passado de cada personagem, mas a preocupação central é em agradar a todos. Quer você tenha crescido acompanhando uma revistinha do Capitão América, Homem de Ferro, e tantos outros, ou apenas começado em 2007 a sua jornada como aficionado pelo gênero adaptado, este é um filme que irá agradar em partes iguais a ambas as tribos.

Criar um universo compartilhado é muito mais do que apenas conectar tudo, mas dar sentido ao que já foi trabalhado antes. E o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely sabe exatamente como ponderar passado e presente, além de começar o trabalho para o distante. Diferente de Era de Ultron em que as informações para a nova fase terminaram bem complicadas e confusas, faltando um polimento maior, aqui o principal não é conduzir uma nova trama, mas sim apresentar novos personagens que irão definir o futuro da Marvel no cinema. E como trabalho de conclusão dos eventos iniciados em Vingadores 2, além de abertura de novos panoramas a serem trabalhados, Civil War foi impecável.

Easter eggs e outras informações

– Um dos códigos utilizados para controlar o Soldado Invernal é Homecoming. ‘De volta ao lar’ é o nome do novo filme do Homem-Aranha, agora já controlado criativamente pela Marvel Estúdios. Também existe uma conexão entre o nome escolhido para gravar Guerra Civil em segredo, Sputnik, que é a palavra utilizada nos quadrinhos para colocar o Bucky para dormir.

– A primeira aparição do Barão Zemo foi em Capitão América #168, de 1973. O personagem nos quadrinhos é bem diferente do que foi apresentado no filme. Na nona arte ele é um descendente direto de um cientista nazista e culpa o Capitão América pela morte do pai. O personagem já foi afiliado a Hidra.  

– O painel em que o Homem de Ferro e o Capitão América se enfrentam no final do filme é uma remontagem da cena clássica de Civil War.

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– Quando o Soldado Invernal é aprisionado pela ONU e colocado em uma espécie de sela, o código do local é D-23, o nome da conferência da Disney onde informações da empresa são lançadas, anualmente.

– Por falar em Bucky, quem conduz a sua reprogramação é o agente Vasily Karpov, conforme vimos na pasta que o Zemo recuperou durante o início de sua missão. Na nona arte Karpov é o homem que encontra Bucky congelado e o programa para se tornar o Soldado Invernal.

– Joe Russo, um dos diretores do filme, interpretou o psiquiatra morto pelo Zemo e encontrado pela camareira na banheira do hotel.

– Pantera Negra foi criado em Quarteto Fantástico #52, de 1966. É possível ver durante o encontro entre T’Challa e a Viúva Negra uma mulher que se comporta como segurança do rei de Wakanda. Aquela é uma Dora Milaje, conhecida como protetora de elite do rei. A primeira cena pós créditos está em Wakanda, país que conheceremos mais em 2018, no filme do Pantera Negra.

– Aquele símbolo que aparece na segunda cena pós créditos do filme é uma homenagem a fase em que Steve Ditko cuidou do Homem Aranha, assim como o uniforme novo do teioso, que é uma alusão direta ao que Ditko fez para o personagem em 1960.

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– A frase que o Steve Rogers usa “I can do this all day/Posso fazer isso o dia todo” é a assinatura do personagem antes dele ganhar seus poderes, ainda magrinho, mas já corajoso.

– Jim Rash de Community fez uma ponta no filme, como o professor do MIT que pergunta se a bolsa do Tony também será direcionada aos discentes. Os irmãos Russo já foram produtores da série. 

– A prisão apresentada durante o último ato do filme é conhecida como The Raft. Esta prisão surgiu em Alias #26, nas histórias da Jessica Jones.

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– Redwing, o drone do Falcão, é na verdade um gavião de verdade nas HQs.

– É possível ver o carro com escada da família Bluth de Arrested Development no aeroporto.  

– O discurso de Sharon Carter no filme é retirado diretamente de Amazing Spider-Man: Civil War, e proferido por Steve Rogers:

“Não importa o que a imprensa diz. Não importa o que os políticos ou a população falarem. Não importa se o país inteiro decidir que algo errado é algo certo. Esta nação foi fundada sobre um princípio acima de qualquer outro: a exigência de que permaneçamos ao lado do que acreditamos, não importa as chances ou as consequências. Quando a população e a imprensa e o mundo todo te mandarem sair, seu trabalho é o de plantar-se como uma árvore ao lado do rio da verdade, e dizer a todo o mundo – “Não, você sai.””

– A frase “bom, você podia ao menos ter me reconhecido ” que a Viúva Negra diz para o Bucky enquanto ele a está enforcando, pode ter dois significados. 1) Uma menção ao encontro dos dois durante Capitão América – Soldado Invernal. 2) O treinamento de ambos na ‘Sala Vermelha’, onde o projeto Viúva Negra começou e também local em que Natasha foi treinada por Bucky – nos quadrinhos.

– Durante uma conversa entre o Capitão e o Bucky existe a menção a uma ex-namorada do Soldado Invernal, apelidada de Dot. Sabia que existe uma agente russa em Agent Carter chamada Dottie Underwood? Poderia não significar nada, mas os roteiristas de Civil War também são produtores da série de Carter.

– F.R.I.D.A.Y. é o nome da inteligência artificial que o Tony Stark usa após a transformação do Jarvis em Visão.

– Foram feitas algumas menções a Star Wars, que é propriedade da Disney, assim como a Marvel.

– Stan Lee fez uma participação como entregador do Fed-Ex. “Tony Stank…”

Marvel Estúdios entrega o filme definitivo de ação com super-heróis. Continuando o padrão já estabelecido, Civil War não é apenas um bom filme do gênero adaptado de histórias em quadrinhos, mas sim o melhor já lançado pela Marvel Estúdios e qualquer outra produtora de filmes centralizado em super-heróis. Todo o tratamento dado ao roteiro é de uma excelência magnífica. Não existem furos aparentes, talvez procurando com mais afinco seja possível localizá-los, mas nada visível à olho nu - no final é o que importa, não é mesmo? O nível de adrenalina não abaixa nunca, mesmo quando existe aquele período para respirar, receber…

Capitão América: Guerra Civil

Filme

Nota

Um filme com cenas de ação bem conduzidas, tempo em tela para contar a história de vários personagens menores e muita, mas muita qualidade geral, demonstram o melhor trabalho já feito pela Marvel Estúdios desde que o MCU começou.

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.

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  • carla machado

    Amei, amei, amei, amei, amei, amei.
    Muito mais do que poderia imaginar.
    Fui Team Iron, porque não gostei o quão cabeça- dura foi Stephen e este bromance dele.
    Não fui muito de ler e ver nada sobre o filme então fiquei surpresa com a aparição de vários personagens aparecerem como Ant Man, Gavião, Pantera, Visão… Realmente fiquei muito feliz por todos juntos.
    Spider : amei , adorei menino Tom, me surpreendi com uma leitura de uma tia May jovem, mas gostei.Não vejo a hora do filme.Amo demais o mundo Spider Man.
    Adorei o espetacular roteiro redondinho. Vibrava a cada cena do filme.
    Amei o meu adorável Watson Martin Freeman e tb a Emily VanCamp.
    Adorei a review , vou ver o filme mais uma vez pra ver a segunda cena pós crédito.
    RIP Peggy.
    Estou muito feliz por ter visto este filme.

    • Divido o mesmo sentimento, Carla. Simplesmente amei Guerra Civil. Obrigado pelo comentário. <3 <3 <3

  • Michel Furquim

    Ótima análise, companheiro. Apesar de achar tendenciosa. Parece até que você lê mais Marvel que DC 😆
    Alguns easter eggs só consegui identificar na segunda vez em que vi o filme. Mas discordo quando diz que as mulheres foram bem trabalhadas no filme. Sabendo da extensão dos poderes de Wanda e da história da Natasha, acho que exploraram pouco suas habilidades e a ajuda delas na trama.
    Parabéns 😉

    • Dentro do tempo proposto, acho que foram bem trabalhadas sim. Tiveram mais destaque que muito homem. O caso da Wanda é complicado, porque sozinha ela poderia ter acabado com tudo, mas aí já é tema para outro filme, imagino… kkkkkkk

      Obrigado pelo comentário! Tendenciosa SEMPRE!

  • Alexandre Bonfá

    Diego, agora vou quer que assistir o filme de novo só pra ver o carro da família Bluth… rs

    Excelente crítica. Parabéns!

    • Valeu, Alê!

    • Fabi Alves

      haha vim aqui comentar exatamente isso e te acheii aquii

      • Alexandre Bonfá

        kkkk Bjs, Fabi!

  • Morgana Costa

    Filme e critica redondinhos.(joinha pro senhor)

    Peguei as referencias da Dot como namorada do Buck e possivelmente da citação velada aos Inumanos e aos Defensores.
    Uma lágrima escorreu ao ver o velório da Peggy :'(
    (Fica Marvel’s Agent Carter)

  • Gabriel D Martins

    Ótima resenha e adorei os easter eggs!! Para mim o filme é o segundo melhor do Marvel Studios: fica bem perto do primeiro Vingadores. Só achei que o governo poderia ter exercido uma ameaça maior, dizendo: Ou assinam ou nós os caçaremos. Daria um peso maior ao tema da liberdade individual. No mais, tudo bem feito e o Zemo foi um ótimo vilão, suas manipulações refletiam diretamente na história. E ele vence no final!