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[Diários de um Nerd] Aquele filme da Sandy

Embora, Acquária seja muito bom, não é desse filme da Sandy que pretendo falar.

Eu sei que o cinema cult não interessa a muita gente. Mas, vi a necessidade de falar desse filme da Sandy, que na verdade é do Marco Dutra, quem roteirizou – inspirado na obra “A Arte de produzir efeito sem causa”, do autor Lourenço Mutarelli – e aquele que, além de roteirizar, dirigiu. A necessidade veio do fato de o filme ser ousado e fugir do óbvio, ou seja, preciso que outras pessoas vejam, amem e durmam de conchinha com eles.

Trata-se de um suspense, ambientalizado num centro urbano. Em resumo, é a história de Júnior (não é o irmão da Sandy, eu juro. Inclusive, é o grande Marat Lacrador-do-Cacete Descartes que o interpreta), o cara tá naquela fase de desemprego e vai morar com o pai (Fagundão) e, lá, começa a rememorar a figura da falecida mãe, trazendo pra decoração do lar os objetos antes colocados num quartinho, nos fundos, o que o faz encontrar pistas sobre mensagens e o legado de sua mãe. E onde que a Sandy entra nisso? Não é no Dig-Dig-Joy, não, gente. Ela interpreta Bruna, uma estudante de música, que é inquilina do Fagundão.

A ousadia do filme começou, aí. A cantora e atriz do pop brasileiro, a mais aclamada nos anos 90 e 2000, foi chamada pra ser coadjuvante de um filme de suspense do circuito cult. E quando você começa a tentar juntar as peças dessa história, a San- digo – a Bruna parece ser só uma personagem colocada de última hora pra tentar chamar público. Mas, não!

Quando eu era vivo

Bruna é musicista. É ela quem ajuda Júnior a compor A Lenda – Digo – ela ajuda Júnior a encaixar as peças do quebra cabeça musical deixado por sua mãe. Bruna é uma personagem que deixa entrelinhas a sua importância. Afinal, a garota comum, que sai pra noite e que curte dar uns amassos no carro, demonstra despertar pras reais importâncias da sua existência, no decorrer do filme. Assim, dentro desse universo com um leve tom sombrio, Júnior e Bruna conseguem cumprir o que consideram correto, conseguem alcançar o objetivo deixado pela falecida mãe do protagonista.

Quando eu era vivo, filme de 2014, é um suspense sombrio, o qual trabalha o visual com arquétipos pesados, demoniza de forma sutil o que não é demoníaco. Confunde a mente do telespectador com maestria. Entre signos sombrios, signos cristãos (também sombrios) e atitudes cotidianas, tão banais, podemos montar um quebra-cabeça e enxergar uma grande história, ali…

Quando

Sobre Hugo Dalmon

De 88. Nascido em Volta Redonda - RJ. Formado em Letras (2011). Autor do livro Babilônia Encantada (2012). E do premiado livro Quero me lembrar de você, Amy Winehouse (2014). Também, da série de contos Armani, agora, é o novo preto (2015). Assina para a revista online Obvious, na coluna Nerd Suave. E escreve seus sentimentos no - regionalmente - premiado blog Espaaço Zeero.

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