Crítica|Flash: Rebirth #1

Durante muito tempo as HQs foram fontes para as séries e filmes, mas parece que as coisas começam a mudar.

Apesar de todo o sucesso de Batman e Superman e a importância destes dois ícones para a cultura pop mundial, é impossível negar a importância que Flash possui dentro do universo da DC.

O velocista escarlate deu origem a Era de Prata dos Quadrinhos, sua morte transformou a saga Crise Nas Infinitas Terras em uma marca histórica, Flashpoint foi um sucesso de crítica e atualmente sua série na Warner é uma das mais elogiadas pelos fãs de quadrinhos. E Flash: Rebirth (Renascimento) chega mostrando que a história dos Flashes pode ser a mais interessante nesta nova fase da DC Comics.

Se em DC Universe Rebirth #1 tivemos os eventos através do ponto de vista de Wally West, aqui vemos praticamente tudo de novo, mas no ponto de vista de Barry Allen. E por incrível que possa parecer, não é de forma alguma repetitivo.

Joshua Williamson retoma acontecimentos de Flashpoint e dos Novos 52 de uma forma tão simples e dinâmica, que tudo fica claro até para os menos familiarizados com os quadrinhos do Flash. Outra coisa muito interessante é observar eventos transportados para esta edição, deixando uma sensação de familiaridade para quem já assistiu a série The Flash. Seria uma homenagem ou uma tentativa de agradar os recém-chegados, que conheceram O Homem Mais Rápido Vivo através da série da CW? Não importa. Funcionou.

Revisitamos a cena onde uma mulher é supostamente morta por seu marido, fazendo com que Barry Allen reviva a história da morte da sua mãe e todos os pesadelos que ainda o corroem sobre este acontecimento. Barry se sente obrigado em solucionar este caso, ao mesmo tempo em que seus colegas policiais de Central City acreditam que ele ainda não esteja preparado para lidar com isso.

Flash2

O reencontro do Kid Flash clássico e de Flash também é revisto, mas de uma forma mais emocional. Temos um Wally West esperançoso, após retornar da Força de Aceleração, e um Barry Allen sentindo-se culpado, após saber tudo que pode ter causado em Flashpoint. A busca por respostas sobre quem “roubou” o tempo dos heróis e quem está vigiando o universo DC começa aqui, cada herói em uma direção. Se os roteiristas souberem utilizar de forma efetiva esta busca, Flash pode ser um dos pontos altos de Rebirth.

Mais alguns indícios são dados sobre Dr. Manhattan e o broche do Comediante, encontrado na batcaverna, que serão inicialmente investigados por Flash e Batman. Este eixo entre o morcego e o velocista é o que instiga mais curiosidade e os únicos que apresentam algo novo, deixando os outros números #1 de Rebirth, como Superman e Mulher-Maravilha, até sem graça.

Mas nem tudo são elogios nesta edição de Flash. Impossível não citar os traços de Carmine Di Giandomenico, que mais parecem rascunhos não finalizados. Difícil digerir a estranheza ao ler um roteiro tão coeso, mas com traços que não condizem com a qualidade da história.

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Flash poderá ter uma grande importância em Renascimento e se isto for bem utilizado, poderá manter o leitor interessado em acompanhar as próximas edições.

Durante muito tempo as HQs foram fontes para as séries e filmes, mas parece que as coisas começam a mudar. Apesar de todo o sucesso de Batman e Superman e a importância destes dois ícones para a cultura pop mundial, é impossível negar a importância que Flash possui dentro do universo da DC. O velocista escarlate deu origem a Era de Prata dos Quadrinhos, sua morte transformou a saga Crise Nas Infinitas Terras em uma marca histórica, Flashpoint foi um sucesso de crítica e atualmente sua série na Warner é uma das mais elogiadas pelos fãs de quadrinhos. E Flash:…

Flash Rebirth

#1

Nota

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana. Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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