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[Crítica] Powers 2.06 – Requiem

Powers mudou, melhorou, mas ainda está extremamente confusa e perdida.

Poucas séries recebem a oportunidade que Powers teve após sua primeira temporada. Um novo ano, apesar das críticas negativas, um novo showrunner, apesar do problema central da série jamais ter sido direção, e sim o roteiro fraco, e a falta de carisma dos protagonistas. A primeira série original da Sony recebeu vários novos elementos para criar uma temporada diferente, com mais personalidade, menos centralizada no lado midiático de Los Angeles e com mais cara da história em quadrinhos que ela descende. O problema? Já passamos da metade da temporada e eu simplesmente não sei onde a história está, ou para onde ela pretende ir.

Ainda é um mistério, e tinha tudo para ter funcionado perfeitamente, não fosse a maneira fria e pouco interessante que tudo se desenrolou. Existem dois pontos que prejudicam qualquer produção televisiva. O primeiro é a história enrolada, que não desenvolve e demora muito tempo para decolar. O segundo problema é a história que se desenvolve com velocidade, mas sem emoção. E foi o segundo que prejudicou aquele que deveria ter sido o grande evento da temporada.

Descobrimos quem assassinou a Retro Girl, mas foi memorável? Não. Parte da culpa é do roteiro que insiste em criar personagens com relevância para a trama, mas que são introduzidos tarde demais, sem qualquer justificativa para sua grande importância. O mais problemático destes personagens foi o interpretado por Wil Wheaton, aquele que orquestrou o assassinato da grande heroína do mundo, por causa de dinheiro e uma linha de figuras de ação.

Não existiu nenhum tipo de envolvimento maior na cena da descoberta. Na verdade ela foi bem desprovida de emoção. Parte do problema foi a maneira pouco estruturada que os episódios anteriores foram apresentados. Passamos por vários momentos em que existia o questionamento a respeito da verdadeira identidade da Retro Girl, mas tudo baseado em um grande espaço em branco.

Walker lutou e pestanejou, esfregou bastante o rosto e teve várias crises de nervos, tudo isso para dizer que o caso do assassinato de sua amada ainda estava aberto. Com base em que, exatamente? Nada justificável. Está aí um bom motivo para seguir com a investigação e compreender o problema com a Ângela e o FBI, mas não dá para aceitar um plot baseado inteiramente no que os personagens queriam. Nada ali realmente apontou para o assassino, até que foi necessário. Para fechar a trama final fizeram o que qualquer detetive deveria ter feito no primeiro dia – rever as cenas de segurança dos prédios e tentar descobrir em que local a Retro Girl foi assassinada, um detalhe informado pelo legista na primeira conversa com os policiais.

Tudo o que Powers está fazendo é colcar Walker e Pilgrim como os piores detetives, piores policiais, e mais desfuncionais seres humanos que eu já acompanhei em uma série. Faria maior sentido se o apresentado estivesse bom, mas no momento tudo o que eu vejo é uma grande lacuna de história para vários personagens.

A verdade é que apesar de não ter conseguido fazer muito, a série já resolveu o seu grande crime. Uma pena que não tivemos mais envolvimento emocional com o caso e tudo tenha terminado de forma tão anti climática. O mesmo vale para o assassinato do Trip Hammer e a função de Zorra e Martinez como nova geração. Tivemos tão pouco tempo com os dois que eu sinceramente não estou dando a mínima para o casal. Pior ainda quando consideramos que ambos hoje já demonstram uma intimidade justificável por pelo menos um ano de “amizade”. Para nós eles só tiveram um episódio. Resta saber o que a série irá trabalhar em seus quatro episódios finais, e se a presença do Super Shock terá alguma relação com a construção do final de temporada.

Powers mudou, melhorou, mas ainda está extremamente confusa e perdida. Poucas séries recebem a oportunidade que Powers teve após sua primeira temporada. Um novo ano, apesar das críticas negativas, um novo showrunner, apesar do problema central da série jamais ter sido direção, e sim o roteiro fraco, e a falta de carisma dos protagonistas. A primeira série original da Sony recebeu vários novos elementos para criar uma temporada diferente, com mais personalidade, menos centralizada no lado midiático de Los Angeles e com mais cara da história em quadrinhos que ela descende. O problema? Já passamos da metade da temporada e eu simplesmente não…

Powers

Requiem

Nota

Com um episódio centralizado em finalmente entregar o assassino de Retro Girl, Powers fez algo bem fraco e perdido, um reflexo da identidade confusa da própria série.

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.

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