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[Entrevista] Monsanto: desenvolvendo líderes para estimular a cultura interna de inclusão

Quem está no mercado de trabalho sabe que inclusão nem sempre é a palavra chave. Para muitos, “sair do armário” no ambiente de trabalho é um risco, o de ser tratado de maneira diferente, sofrer preconceitos e até mesmo ver aquela promessa de um crescimento frutífero desabar. 

Gabriel MonsantoMas nem todas as empresas são assim e a Monsanto está na vanguarda do tratamento inclusivo para LGBT’s. Em entrevista com  Gabriel Brasileiro, líder da Aliança LGBTA da Monsanto do Brasil, tivemos algumas perguntas respondidas a respeito do trabalho da empresa em prol de um ambiente inclusivo e sadio para todos os seus colaboradores.

P – Estamos vivendo em uma época de grande crescimento nos direitos dos LGBT’s, mas também da presença de enormes movimentos contrários à luta. Como a Monsanto lida com a diferença em seus processos de inclusão no recrutamento?

R – Por meio do Conselho de Diversidade da Monsanto, a Monsanto desenvolve líderes para estimular a cultura interna de inclusão e incentivar a orientação e o recrutamento de campeões de diversidade em todos os níveis. Com base nisso, conta com um programa de Diversidade & Inclusão (D&I) baseado em três pilares: Mulheres 360, Aliança LGBTA e PCDs Sem Fronteiras. A Aliança LGBTA completou ano de trabalho para diversidade e inclusão de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros na Monsanto. Um trabalho inovador que reforça os valores humanos e tem colocado a empresa em destaque dentre as empresas que mais investem em igualdade no Brasil, na América Latina e no mundo.

Nosso processo de recrutamento sempre procura trazer candidatos diversos para análise dos gestores durante a seleção de novos funcionários. Visto que nem todas as características que nos tornam diversos são observáveis, como a orientação sexual, por exemplo, procuramos por candidatos em várias fontes diferentes, para garantir diversidade entre eles. Uma de nossas iniciativas recentes é a parceria com a ONG Transempregos, que nos ajuda a encontrar candidatos transgêneros, para que também sejam considerados nos nossos processos de seleção.

P – É muito comum ver travestis e transexuais não recebendo atenção de empresas por conta de sua orientação e identidade de gênero. Para muitos a prostituição é o único meio. Como a Aliança LGBTA busca essa mão de obra, que muitas vezes não tem acesso a informação através dos canais usuais, como televisão e internet? 

R – Além da parceria com a ONG Transempregos, mencionada anteriormente, que nos ajuda a encontrar candidatos transgêneros para nossos processos de recrutamento, estamos avaliando no momento parcerias com prefeituras, como as de São Paulo e Santo André (SP), que têm iniciativas de capacitação desses públicos, para favorecer sua inclusão no mercado de trabalho formal. 

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P – Um dos grandes tópicos de discussão lá fora (Estados Unidos) são projetos de lei que visam barrar o uso do banheiro correto por transexuais, na escola, parques e trabalho. Qual a posição da Monsanto sobre o assunto e como ele é discutido dentro do ambiente de trabalho?

R – Nosso Código de Conduta é muito claro nesse sentido: A política da Monsanto proíbe a discriminação por causa de raça, cor, religião, sexo, idade, nacionalidade, deficiência, identidade de gênero, maneira de expressão de gênero, orientação sexual, real ou percebida, como manifestada pela identidade, por atos, declarações ou associações. Ou seja, uma pessoa transgênero deverá utilizar o banheiro referente ao gênero com o qual se identifica, sem nenhum problema.. 

P –  Outro ponto aqui no Brasil é o uso do nome social, uma prática comum na política, mas que vem sendo rechaçada com cada vez mais força pelos conservadores. Na Monsanto o funcionário tem no crachá o nome social e é tratado por ele?

R – Sim, vamos tratar a pessoa por seu nome social. 

P – Em uma lista de presença de treinamento, o profissional será chamado (a) pelo nome que consta no RG, ou o social?

R – Na Monsanto, a pessoa será tratada por seu nome social. 

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P – Qual a importância de se trabalhar no Comitê da Monsanto quando falamos de assuntos pertinentes a identidade de gênero e o respeito da orientação sexual no ambiente de trabalho? Os problemas e melhorias levados são tratados como?

R – A Monsanto possui um comitê interno para criar e desenvolver as ações ligadas ao tema LGBT. Esse grupo, ao longo dos últimos 12 meses, participou de 10 eventos em 6 localidades, impactando 800 pessoas, dentro e fora da empresa. Nessas oportunidades, eu conto minha própria história, em meio a números e relatos ligados ao tema, como forma de sensibilizar/modificar positivamente a cultura do local visitado. Outros encontros são realizados entre o Comitê da Monsanto e os de outras empresas que também se comprometeram publicamente de defender os diretos LGBT (ao total, são 25 no Brasil). Nesse período, foram conquistados 116 aliados, profissionais que se voluntariam para defender o respeito e a igualdade. Eles recebem treinamento e orientações para defender colegas em situação de desrespeito, usam um crachá personalizado, onde constam, no verso, posturas esperadas nesse caso.

O nosso comitê é importante, pois nos direciona para ação. Desenvolvemos atividades específicas para inclusão dos públicos de diversas minorias, garantindo diversidade entre nossos funcionários. Acreditamos que a diversidade de pessoas é fator fundamental para fomentar o ambiente de criatividade, inovação, respeito e diálogo, todas elas são características de nosso negócio e forma de trabalhar. 

“Incentivamos os Aliados a promover reflexões com seus colegas, a fim de criar um ambiente de trabalho inclusivo e livre de preconceitos.”

P – Como funciona o treinamento dos aliados, os profissionais que defendem o respeito e a igualdade no ambiente de trabalho?

R – Temos sessões específicas de treinamento para os Aliados a fim de aprofundar conceitos e esclarecer dúvidas. O objetivo é que eles se tornem multiplicadores da mensagem e possam apoiar colegas LGBT no dia a dia. 

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P – Como os aliados lidam com a homofobia, transfobia e machismo no ambiente de trabalho?

R – Incentivamos os Aliados a promover reflexões com seus colegas, a fim de criar um ambiente de trabalho inclusivo e livre de preconceitos. Trazemos exemplos de ações que podem continuar ajudando a se capacitar a falar sobre o tema. Também falamos sobre como piadas podem reforçar preconceitos e multiplicar comportamentos e como evitá-las. 

P – Sabemos que muito do preconceito e da intolerância vem da falta de informação. Como a informação chega para os funcionários e através de quais canais?

R – Temos um e-mail corporativo exclusivo para comunicação com a Aliança LGBTA. Enviamos informações por e-mail e também temos nosso portal interno de comunicação geral com a organização. Em breve, lançaremos o portal de comunicação exclusivo da Aliança LGBTA que estará disponível para nossos funcionários também. Nossos Aliados também têm um crachá que os identifica na companhia. 

P – Conte-nos sobre o Portal de Diversidade e Inclusão e como ele poderá auxiliar na melhoria da vida profissional de LGBTs.

R – O objetivo do Portal é ser um canal adicional de comunicação com a organização sobre as ações da Aliança LGBTA. Vamos divulgar os materiais que já temos desenvolvidos, publicar agenda de eventos, criar fóruns de discussão e ouvir nossos funcionários sobre os temas que acharem relevantes. 

P – Por mais que a informação chegue, ainda existirão aqueles contrários ao avanço. Existindo o confronto, por exemplo, entre um funcionário homofóbico, e um LGBT, qual o procedimento adotado?

R – Caso algum funcionário sinta-se discriminado ou assediado, temos um canal formal de comunicação chamado Core Response Team, que dará seguimento ao processo de investigação e tomará as providências necessárias. A identidade da pessoa é preservada, e não há retaliações para quem faz a denúncia. 

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P – Algumas empresas trabalham a comemoração de datas típicas, como ‘São João/Festa Junina’, ‘Dia dos Pais/Mães’, até mesmo feriados tipicamente estrangeiros, como o ‘Dia das Bruxas’. Qual a política da Monsanto quanto a esses eventos? Existirá algum para comemorar o Dia Internacional do Orgulho Gay?

R – Neste ano, a Monsanto do Brasil iniciou ações específicas de divulgação externa de sua política de inclusão para o publico LGBT. No Dia Internacional do Orgulho Gay (28 de julho), por exemplo, foram desenvolvidas peças de comunicação interna e para sua página oficial no Facebook. Vale registrar que temos uma agenda anual para dar visibilidade a diversas datas importantes para o público LGBT, como o Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), o Dia Internacional de Combate à Homofobia (17 de maio) e o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), além do próprio Aniversário da Aliança LGBTA da Monsanto (30 de março).

Sobre a Monsanto

Somos uma empresa agrícola que desenvolve soluções integradas e seguras para pequenos, médios e grandes produtores colaborando para o avanço responsável da agricultura e da produção de alimentos. Produzimos uma grande variedade de sementes que vão desde frutas e legumes até as principais culturas – como milho, soja e algodão – que ajudam os agricultores a produzir alimentos nutritivos, seguros e a preços acessíveis para atender à população mundial crescente. Trabalhamos para encontrar soluções agrícolas sustentáveis que auxiliam os agricultores a conservar os recursos naturais, a usar dados para melhorar as práticas agrícolas, usar a água e outros recursos importantes de forma mais eficiente, e proteger suas colheitas de pragas e doenças. Por meio de programas e parcerias com agricultores, pesquisadores, organizações sem fins lucrativos, universidades e outros públicos colaboramos para ajudar a resolver alguns dos maiores desafios do mundo. 

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.