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Crítica|Kubo e as Cordas Mágicas

“Quem tiver que piscar, que pisque agora”.

Assim começa o novo longa animado do estúdio Laika, que estreou no Brasil em 13 de Outubro. Unindo técnicas tradicionais com tecnologias avançadas, o filme é uma experiência única para os amantes da animação.

A história se passa no Japão antigo e conta a história de Kubo, um garoto com poderes de controlar origamis com seu violão. O menino usa suas habilidades para contar histórias e ganhar dinheiro para cuidar de sua mãe, até que sua vida é ameaçada pelo maligno Rei Lua, levando Kubo a ingressar numa aventura cheia de desafios e mistérios.

A produção do Laika, estúdio responsável por Coraline (2009), ParaNorman (2012) e Boxtrolls (2014), também é feita com stop motion, técnica na qual são tiradas várias fotos dos bonecos para dar impressão de movimento. A diferença, em “Kubo”, é a fusão equilibrada desta técnica com o CGI (Computer Generated Imagery), as imagens feitas em computador.

“Se há uma ferramenta que possamos usar para trazer algo à vida de uma forma melhor, nós vamos usá-la, não importa se é animação feita à mão, CGI ou uma tecnologia inusitada que estamos criando”, diz Travis Knight, animador que já trabalhou em Coraline e ParaNorman e que agora estreia na função de diretor. Ele completa dizendo que “há alguns takes que são totalmente físicos. Outros são quase totalmente em CGI. E também há alguns que misturam os dois”.

O diretor explica que algumas cenas seriam impossíveis sem os efeitos de computador. É o caso do lago em que Kubo e seus amigos atravessam, já que a água só consegue passar o efeito de realidade com reflexos e detalhes adicionados por computador.

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Os personagens são um destaque no filme. Visualmente impecáveis, o roteiro contribui para que a construção deles seja completa.

Kubo, o protagonista, é um garoto alegre e corajoso que precisa cuidar da mãe doente. Quando o Rei Lua e suas filhas passam a ameaçá-lo, ele parte em uma aventura para ficar mais forte e enfrentar seu adversário. Ao longo da jornada, ele amadurece emocionalmente e aprende a importância da família e das lembranças de afeto.

A Macaca é interpretada na versão original por Charlize Theron, que se destacou recentemente no papel de Furiosa em Mad Max: Estrada da Fúria. Não por acaso, a Macaca também é uma personagem feminina forte, decidida, segura e corajosa. Ela é a responsável por cuidar de Kubo durante sua jornada e protege o garoto com unhas e dentes (literalmente), além de ser muito inteligente e habilidosa com espadas.

Ao contrário de Macaca, temos o atrapalhado Besouro, personagem interpretado por Matthew McConaughey na dublagem original. Ele perdeu a memória e não se lembra muito de seu passado, mas decide ajudar Kubo para honrar seu mestre (e as poucas lembranças que tem dele). O personagem é o alívio cômico do filme, mas sabe ser muito valente quando enfrenta inimigos perigosos.

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Um ponto a ser notado no filme é que as principais personagens femininas, apesar de serem poucas, são tão fortes quanto os masculinos (ou mais, em alguns casos). O melhor exemplo disso é a Macaca, que não se deixa abalar pelas ameaças que o grupo encontra em sua jornada e é claramente a mais inteligente e responsável do grupo. Mesmo sem saber ao certo o que fazer, ela preza pela segurança de Kubo e não hesita em entrar numa batalha se for preciso.

Outra personagem que mostra isso é a mãe de Kubo. Apesar de ter pouco tempo de tela, ela protege o filho em duas ocasiões usando sua magia, mostrando que também não tem medo de lutar pelo que acredita.

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O filme entrega uma aventura cheia de magia, lutas, perigos e até mesmo alguns segredos sobre os personagens que são revelados no fim do segundo ato. Misturando ação, drama e humor, o longa chama atenção de crianças e adultos pelos temas sentimentais que aborda. Tudo isso, claro, apresentado num universo essencialmente criado à mão, com uma técnica artística que faz cada enquadramento parecer uma pintura japonesa. Unindo arte, tecnologia e uma história contagiante, “Kubo e as Cordas Mágicas” é, sem dúvidas, um dos melhores filmes do ano!

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“Quem tiver que piscar, que pisque agora”. Assim começa o novo longa animado do estúdio Laika, que estreou no Brasil em 13 de Outubro. Unindo técnicas tradicionais com tecnologias avançadas, o filme é uma experiência única para os amantes da animação. A história se passa no Japão antigo e conta a história de Kubo, um garoto com poderes de controlar origamis com seu violão. O menino usa suas habilidades para contar histórias e ganhar dinheiro para cuidar de sua mãe, até que sua vida é ameaçada pelo maligno Rei Lua, levando Kubo a ingressar numa aventura cheia de desafios e…

Kubo e as Cordas Mágicas

Nota

Nota

Misturando ação, drama e humor, o longa chama atenção de crianças e adultos pelos temas sentimentais que aborda.

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Sobre Gregory Damaso

Estudante de Comunicação que adora todo tipo de arte. Fã declarado de cultura pop maisntream, é do tipo que não para de falar do filme ou série depois que termina de ver.

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