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Especial|Dia da Visibilidade Trans

Dia 29 de Janeiro é o dia da Visibilidade Trans e muitas das conquistas da comunidade LGBT devemos a estas pessoas, que dão a cara a tapa e sofrem com a discriminação social todos os dias. Como já dissemos várias vezes em outros textos, precisamos reconhecer e compreender nossos privilégios como homens, cisgêneros e homossexuais (fora outros, caso você seja branco, por exemplo), para entender a opressão que outros grupos sofrem.

Por isso fizemos uma lista de algumas pessoas que talvez você precise conhecer, para conhecer um pouco mais sobre a vida de uma travesti ou de uma pessoa trans. E lembrem-se, opine somente quando for solicitada sua opinião, apoie respeitando o discurso de quem vivencia a opressão e o preconceito. E é sempre bom lembrar: gênero não é genitália.

Por Michel Fuquim

Sofia Favero

Tem muita gente que reclama do Facebook, dizendo que é um lugar de perda de tempo e sem conteúdo. É uma afirmação questionável. Depende muito do que você procura e quais seus acessos nessa rede. Sem o Facebook, talvez não teria contato com os relatos e reflexões da Sofia Favero, da página Travesti Reflexiva. Apesar de estarmos todxs empacotados na mesma sigla LGBT, um homem gay cis não faz a menor ideia da realidade de uma pessoa trans. Com os textos da Sofia abriu-se uma pequena janela para que eu conhecesse um pouco da realidade de uma jovem mulher, porém que não é tratada como todas as outras mulheres. Além de suas dificuldades no dia a dia, é interessante ver suas reflexões sobre a vida acadêmica e também a visão de uma mulher trans em relação a outros movimentos, como o feminismo.

Confira a página Travesti Reflexiva AQUI.

Márcia Rocha

Márcia é uma travesti, empresária e advogada. Em janeiro deste ano, se tornou a primeira travesti a receber a certidão da OAB de São Paulo com seu nome social. Márcia além de empresária é ativista, liderando vários projetos para travestis e transexuais, além de colaborar em muitos outros como o TransEmpregos. Ela integra a Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, além de realizar diversas palestras e debates sobre inclusão trans em empresas. Em um destes debates (na AIG), tive a oportunidade de conhece-la pessoalmente e conhecer um pouquinho de sua trajetória. Na internet é possível encontrar várias entrevistas dela. Ela também participou do programa Liberdade de Gênero, do canal GNT.

 

Amara Moira

Doutoranda em crítica literária pela Unicamp, Amara é escritora, autora do maravilho relato autobiográfico E se eu fosse puta. Amara fala no livro sobre sua experiência como prostituta e também sobre sua transição, e todas as mudanças ao se identificar como uma travesti. Várias vezes ela se declarou como uma puta feminista, participando de vários debates e palestras sobre gênero e sexualidade, como na Semana da Diversidade da Faculdade de Medicina da USP. “Não é porque sou prostituta que não sei escrever literatura ou livros que mereçam ser lidos”, já disse Amara, que traz várias reflexões sobre como as travestis profissionais do sexo são vistas pela sociedade.

O livro da Amara você pode encontrar AQUI:

Por Angresson da Silva

Mandy Candy

Amanda Guimarães é uma youtuber brasileira, com um grande número de seguidores em seu canal. Mandy fala sobre diversos assuntos, mas principalmente sobre sua vida como mulher trans. Seus vídeos são muito bem humorados, mostrando um pouco do seu dia a dia na China. Mandy Candy faz tags, responde haters e gravou recentemente uma paródia com seu namorado. Confira abaixo o canal dela.

MC Linn da Quebrada

MC Linn se define como uma bicha, trans e travesti. Ela utiliza suas músicas como forma de protesto e também para enaltecer toda a sua viadagem. Dois de seus maiores sucessos são Talento e Enviadecer, ambas com uma batida bem forte de funk, mas vale acessar o canal da artista para poder conferir outras apresentações como a de Bixa Preta e Mulher. Numa rápida busca pelo youtube você também poderá encontrar entrevistas onde ela fala sobre assuntos importantíssimos sobre a vida de uma mulher, preta e trans. 

 

 

As Bahias e a Cozinha Mineira

A banda paulista, formada em 2011, tem como vocais, Assucena Assucena e Raquel Virgínia, com vozes poderosíssimas e que podem ser sentidas nas faixas do álbum Mulher, de 2016. As músicas da banda trazem características e instrumentos bem brasileiros, como tambores e sanfonas, além de melodias que homenageiam movimentos da nossa música como o samba e a tropicália.

 

 

Rosa Luz

Rosa Luz é uma youtuber que também fala das suas vivências como mulher trans. Em seu canal ela conta acontecimentos de seu dia a dia, já fez entrevistas em eventos e também participou de uma intervenção artística na Europa. Além disso, Rosa também canta RAP e nos últimos dias está postando alguns vídeos onde conversa com outras pessoas trans e ajuda a trazer mais visibilidade para essas outros youtubers.

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