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Especial|Gay Nerd Brasil Awards – 2016

Chegou a hora de premiar os melhores de 2016, mas dessa vez de um jeito um pouco diferente.

Ano passado nós da equipe Gay Nerd Brasil elegemos, entre nós, os melhores e também o pior de 2016. Com uma votação realizada em nosso QG no Facebook, o time de autores do blog escolheu quem deveria ganhar e quem estaria de fora dos destaques do ano de 2015. Dessa vez optamos por uma dinâmica nova.

Através de várias votações no nosso Grupo no Facebook, que você pode acessar clicando AQUI. Vocês participantes da comunidade Gay Nerd brasileira escolheram os melhores e também os preferidos para a premiação deste ano. 

Então é com muita honra que apresentamos os melhores da premiação GAY NERD BRASIL AWARDS, edição de 2016.

Lembrando que a única interferência do time do blog foi nos textos escritos e também nas imagens utilizadas para ilustrar este post. O resto? Viva a democracia e a diversidade de opiniões. 

Vamos então aos vencedores! 

 

BOY DO ANO: Ezra Miller (Por Michel Furquim)

Que grata surpresa! O cara mais votado e eleito o mais “gostoso” de 2016 foi Ezra Miller. Apesar de ter ganhado os tabloides mundiais graças ao papel de Flash no universo cinematográfico da DC Comics, Ezra possui trabalhos primorosos em seu currículo, como o premiado Precisamos Falar Sobre Kevin e o apaixonante As Vantagens de Ser Invisível. O ator já fez aparições como o corredor escarlate em Batman V Superman e Esquadrão Suicida. Suas próximas participações serão no filme da Liga da Justiça e no filme solo do Flash.

Sobre sua vida pessoal, Miller já declarou se identificar como homossexual e também como queer, mas que não se limita amar alguém apenas por um gênero ou orientação sexual. Fofo, não? Além disso o ator é ativista na defesa da água potável e também para a legalização da maconha.

Ezra Miller é um gatinho e consciente com o mundo onde vive. Tem como ser mais sexy?

PERSONALIDADE TRANS: Candy Mel (Por Hugo Dalmon)

No Gay Nerd Brasil Awards de 2015, ela estava aqui também. Candy Mel, vocalista da Banda Uó, marcou o Brasil e entrou para a história sendo a primeira mulher trans a protagonizar uma campanha de conscientização do auto-exame preventivo contra câncer de mama. E com esse legado ela rompeu para 2016 com muita luz e abrindo seus caminhos. Assim, se destacou mais uma vez ao ser a primeira mulher trans apresentadora de programa de TV em emissora aberta. Isso mesmo! A cara linda, o visual incrível e o cabelo maravilhoso de Candy Mel pode ser visto na TV Brasil em seu programa Estação Plural. 

Cada vez mais linda aparece em clipes e shows com a Banda Uó e faz declarações a revistas – as quais cada dia mais se interessam por ela – com posicionamentos que agregam a causa trans. Diferente de muitas, se reconhece como uma privilegiada e usa desse privilegio para educar e conscientizar as pessoas ao seu redor.

PERSONALIDADE BISSEXUAL: Débora Baldin (Por Alisson Santos)

Youtuber, feminista e bissexual assumida, Debora Baldin , 23 anos, tornou-se famosa após o “boom” do Canal do Youtube “Canal das Bee”. Lá ela aborda assuntos polêmicos como machismo e bifobia . Além disso, em suas redes sociais, ela mostra sempre estar a par de acontecimentos do meio LGBT, se tornando uma pessoa influente no meio. O fato dela mostrar que bissexualidade existe e não é uma questão de dúvida é um dos motivos que a fez ganhar esse prêmio de Personalidade Bissexual 2016. Diariamente é alvo de homofóbicos e transfóbicos, porém também é alvo do amor de quem abraça sua causa. De acordo com ela uma das virtudes da internet é o fato de que as pessoas dão opinião, ninguém finge que não é parcial. Ela acredita que através do youtube consegue dialogar com a sociedade e que o canal é usado por jovens LGBT para se comunicarem com a família e a sociedade em geral. O blog Gay Nerd Brasil a parabeniza por ganhar esse prêmio e esperamos que 2017 seja um ano de grandes conquistas.

PERSONALIDADE GAY: Colton Haynes (Por Bruno Maldonado)

Há muito se comentava e o imaginário do público fervia só em pensar na possibilidade de o colíriozinho de Teen Wolf e Arrow ser gay. Pois é, como todos sabemos, onde há fumaça há fogo, e 2016 foi o ano em que Colton se sentiu confiante o suficiente para deixar de viver sua vida de mentira de celebridade e assumir sua verdadeira identidade.

“Desde garoto eu sabia que queria ser um ator. Eu também sabia, no entanto, que eu era diferente de alguns garotos da minha classe. Com o tempo, esta coisa abstrata cresceu e se transformou numa gestação dolorosa, marcada por sentimentos de desespero e alienação, que terminou em um momento clímax com eu dizendo três palavras em voz alta: ‘Eu sou gay’”.

Muito mais que um desejo tornado realidade para a metade da população gay mundial (onde o padrãozinho GGG ainda é o objetivo de vida), Colton trouxe para todos nós representatividade, exposição, e uma linda história de superação. Vindo de uma família que não o aceitou quando ele tentou sair do armário aos 14 anos e que culpou sua homossexualidade pelo suicídio do seu pai, aos 28 anos, ele mostrou que com ajuda e perseverança, podemos ir contra todos os padrões que a sociedade tenta nos impor, fazer a diferença e conquistar nosso espaço.Fica registrado aqui, nos anais no GNB: Colton, você nos representa, e nos sentimos muito orgulhosos de você, e gratos por nos mostrar coragem, e que não existem correntes, traumas ou vícios que nos segurem quando existe a vontade de sermos nós mesmos.  Clap, Clap, Clap.


PERSONALIDADE LÉSBICA: Ellen Page (Por Bruno Maldonado)

Em 2014, com um discurso poderoso, a tímida atriz Ellen Page iniciou uma jornada que mudou totalmente a sua vida, e também as nossas. Ao sair do armário, ela tomou para si uma responsabilidade que muitos LGBTTQI+ não queremos, a do ativismo. Com seu programa, Gaycation, Ellen viajou, conheceu e enfrentou muitos tabus e preconceitos em diversos países onde a homossexualidade ainda é crime, ou acarreta uma leva de consequências totalmente desproporcionais e que não deveriam ter lugar no mundo globalizado que vivemos. Como não se emocionar com o Especial de Orlando de Gaycation? Como não se revoltar com a realidade dos gays na Jamaica? Como não amar Ellen por ter batido de frente com Bolsonaro? Enfim, são muitos momentos em que Ellen nos mostrou a dura realidade que ainda é ser um homossexual hoje em dia, e graças a ela e sua militância, ganhamos um espaço na mídia em que a verdade nua e crua é mostrada. É claro que a atriz ainda continua discreta a respeito de sua vida particular, mas até nisso, Ellen nos ensina que o que mais importa é se posicionar, “make your statement”. Diante de tantas outras celebridades que fazem da sua vida particular uma forma de auto promoção, Ellen mostra que talento, sobriedade e um caráter bem definido fazem a total diferença e são meios de ser bem sucedido também. Realmente Ellen é uma inspiração, uma lufada de ar fresco necessária, eu diria até, imprescindível para nós, diante de tanta futilidade, falta de empatia, e conservadorismo que estamos enfrentando.

CLOSE CERTO: Abordagem das personagens lésbicas em Supergirl (Por Diego)

Supergirl é uma série maravilhosa. Muito mais do que apenas mais uma produção de uma adaptação de história em quadrinhos, ela é cheia de charme, empoderamento feminino e em sua segunda temporada decidiu abordar um relacionamento lésbico entre a irmã da protagonista e uma policial da divisão de ameças alienígenas. Tudo isso sem deixar de lado e respeitar (e muito) o processo da saída do armário e de um relacionamento entre duas mulheres, uma já bem segura de sua sexualidade a outra ainda no processo de descoberta pessoal. Por esse motivo Supergirl ganha nosso prêmio de close certo de 2016. 


CLOSE ERRADO: Fernando Holiday, negro e gay a favor da opressão e discriminação (Por Marcio)

E o ganhador da categoria menos honrosa é Fernando Holiday e não poderia ser diferente o vereador recém eleito possui projetos como o da extinção do dia da consciência negra e das cotas raciais, é contra pautas LGBT (isso tudo sendo negro e gay), além de sua filiação com o MBL um movimento bastante questionável. Merecido não acham?

MELHOR ÁLBUM: Lemonade (Por Angresson)

Beyonce lançou o seu sexto álbum intitulado Lemonade no dia 23 de abril, através de um curta metragem exibido pela HBO. Durante os sessenta minutos a cantora abordou temas como racismo, quando cita, por exemplo, o fato dos negros americanos tomarem limonada com a intenção de terem a sua pele clareada, a violência policial, um assunto que foi bastante polêmico nos EUA esse ano e empoderamento feminino. Além disso diversas teorias circularam na internet sobre as referências em algumas músicas sobre uma suposta traição do seu marido Jay Z, mas mais do que isso esse álbum marcou um momento importante na carreira da Beyonce, já que existia à certo tempo uma cobrança para que ela se posicionasse em relação aos temas abordados no disco. Algo que também chamou muita atenção no seu novo trabalho foi a sonoridade que diverge bastante das músicas “farofa” que estávamos acostumados a ouvir, inclusive essa pareceu ser uma tendência esse ano tendo outras cantoras como Rihanna (Anti) e Lady Gaga (Joanne) lançando discos que diferiam completamente do que seu público já estava acostumado.

MELHOR HQ: Apolo e Meia Noite (Por Michel)

Vivemos uma fase ruim de histórias em quadrinhos (pelo menos no meio mainstream) onde histórias originais ou cativantes são raridades. Por isso, ter uma HQ com um casal gay como protagonistas, em meio essa onda conservadora, que acomete até mesmo o “universo nerd”, é um suspiro de alívio. Após o cancelamento da HQ solo do Meia-Noite, muitos achavam que seria mais um herói LGBT que entraria na geladeira e cairia no esquecimento. Porém, em Abril a DC Comics anunciou que a Meia-Noite voltaria junto com Apolo para uma série de 6 edições ainda em 2016. Tudo isso devemos muito a Steve Orlando, roteirista da DC, que escreveu as histórias solo de Meia-Noite e é o principal nome pela luta da diversidade LGBT dentro do mercado das histórias em quadrinhos. Por mostrar um anti-herói gay e seu namorado descendo os sopapos nos caras maus, Apolo & Meia-Noite é a HQ vencedora deste ano.

MELHOR SÉRIE: Westworld (Por Lincoln Veloso)

Westword, série baseada no filme homônimo de 1973, foi uma ótima surpresa esse ano. A nova série da HBO conquistou uma legião de fãs e se tornou a série com a temporada mais assistida e é dita coma a sucessora de Game of Thrones, outra série de sucesso e que está indo para as suas duas últimas temporadas. Escrita por Jonathan Nolan e Lisa Joy e produzida pelo grande J.J. Abrams, a série foi se adentrando para o nosso querido e amado mundo nerd e se tornou a queridinha do momento. Com uma boa história, Westworld também conta com um grandioso elenco. A série é estrelado pela Evan Rachel Woods, Thandie Newton, James Marsden, Rodrigo Santoro e o excelente Anthony Hopkins, que rouba a cena sempre que aparece. Se você ainda não viu a série e não sabe do que se trata, Westworld é um parque temático que simula o velho oeste. Habitado por robôs (anfitriões), o parque recebe os visitantes (pessoas), lá não há regras e os visitantes podem fazer o que quiser com os anfitriões, sem medo de retaliações e julgamentos. A série foi renovada para uma segunda temporada com estreia prevista para 2018.

MELHOR SÉRIE NERD: Game Of Thrones (Por Angresson da Silva)

Nesse ano Game of Thrones ultrapassou a saga de livros em que é inspirada e isso pareceu ter trazido um efeito positivo para a série. Foram menos episódios e como não havia um livro em que se basear os eventos pareceram ocorrer de maneira mais acelerada do que nas temporadas anteriores. Houveram alguns problemas como a locomoção muito rápida de alguns personagens ou as facadas que foram dadas na Arya , mas além disso houveram explicações para alguns mistérios (hold the door) e a confirmação de que Jon Snow é um Targaryen. A batalha dos Bastardos, que era um dos episódios mais esperados e especulados pelos fãs, não deixou a desejar e atingiu as expectativas do padrão de séries da HBO. Essa temporada serviu também para trazer à tona uma discussão sobre o que é spoiler e quanto tempo devemos levar para comentar eventos do último episódio de uma serie que é acompanhada por quantidade tão grande de fãs.

MELHOR FILME: Animais Fantásticos e onde Habitam

Seis anos separam Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 (2011) de Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016). Para os fãs da saga foram séculos de espera e quando J.K anunciou que adaptaria Animais fantásticos para o cinema os Potterheads ficaram eufóricos. Alguns comemoram, outros criticaram. Aliás, Animais fantásticos e onde habitam tinha tudo para ser um sucesso ou um fracasso total,  a tranquilidade veio quando foi divulgada a notícia de que a autora seria a responsável pelo o roteiro do filme, mas além de tudo isso havia uma apreensão sobre qual história seria contada, já que ele seria inspirado em um livro que servia apenas como uma série de catalogação de espécies. Após o seu lançamento Animais Fantásticos pareceu trazer consigo uma sensação de que o universo criado pela autora estava de volta junto com novos elementos que foram acrescentados a história original.

Gostou da nossa premiação? Não? Queria outros no lugar? Não deixe de comentar. 

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