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Crítica|Emerald City 1.09/10 – The Villain That’s Become & No Place Like Home [Season Finale]

Emerald City termina sua primeira e talvez última temporada com vários acertos, mas muitos erros também.

Sobre o que é Emerald City? Quem é sua protagonista? O que teremos caso a série seja renovada para a segunda temporada? São perguntas que foram levantadas através do primeiro ano da série e com mais força em seus dois últimos episódios. 

O primeiro e mais relevante ponto é tratar sobre o que Emerald City realmente é e o que ela pretendeu entregar com sua primeira temporada. Em partes tudo foi uma grande história de descobrimento e também de empoderamento feminino. Com seu nono episódio, The Villain That’s Become, a série desenvolveu duas de suas personagens mais marcantes, Tip e West. Mas a mensagem terminou um pouco complicada e bem distante do que estávamos assistindo até então. É compreensível colocar West como alguém que precisa de uma direção, de um norte, afinal ela esteve perdida por muito tempo, servindo o Mágico e silenciando sua própria identidade, mas não consigo colocar como satisfatória a história de Tip depois de tanta antecipação.

Primeiro porque nunca ficou realmente decido o que Tip é. Sua trajetória foi inteiramente centralizada na descoberta de um personagem transsexual, que atingiu o que realmente era através da magia e que encontrou, brevemente, o que queria desde o começo. Mas o desvio é muito grande. Compreendo que existiu uma necessidade na transformação, mas a série tão rápido o fez, esqueceu-se de que aquela história nunca esteve seguindo para aquele resultado. Mesmo que a dupla Tip e West ainda seja a mais efetiva de toda Emerald City, o roteiro não conseguiu no fim delimitar o que estava planejando para nenhuma das duas. 

Tudo fica consideravelmente pior quando analisamos Dorothy e Lucas. Este relacionamento sempre figurou entre o estranho e pouco desenvolvido, mas pelo menos encontramos algum sustento no final, com Dorothy deixando Lucas exatamente como o encontrou, um homem patético, um espantalho de si mesmo. É um movimento inteligente para a personagem, pois a delimita como alguém para se torcer, mas a partir do ponto em que ela acorda o gigante e se alia, novamente, ao Mágico, os questionamentos voltam com mais força. 

O nono episódio serve então como uma preparação para o final. A grande reviravolta aqui é a morte de Ev, pelas mãos de Jack, em uma cena de partir o coração e que mostrou que a série está disposta a traçar alguns caminhos mais sombrios para seus personagens. 

No final Emerald City terminou um pouco bagunçada até mesmo na escolha de suas protagonistas. Por exemplo, até o momento eu não sei ao certo com qual pronome me referenciar quando estou falando de Tip. Masculino ou feminino? Existe uma mensagem, eu sei que existe, mas a série não tentou – não de verdade – entregar qualquer resolução definitiva. Sei que é complexo esperar tal comportamento em uma primeira temporada, mas ao expor uma trama tão forte quanto a própria identidade e sexualidade, Ozma não conseguiu um fim em nenhum aspecto. Tip, ele, decidiu abandonar o que é em favor do que o reino precisa, mas existe aí alguma lição realmente válida? Felizmente toda a montagem com a punição do quase não desenvolvido Eamonn ajudou a compreender o tipo de líder que Ozma decidiu se tornar para seu povo.

Do outro lado a série tentou, com muita força, entregar uma resolução para Dorothy, Glinda e o Mágico. Foi uma ótima maneira de entender de uma vez por todas a motivação de Dorothy, mas a revelação da mãe, Jane, não foi um passo muito inteligente. Em se tratando da abertura para uma potencial segunda temporada, é válido, afinal Jane é a personagem mais humana dentro deste quarteto e ela é responsável pela criação de androides, mas o elemento mãe e filha não conseguiu impor a carga dramática que o roteiro precisava para fazer aquela despedia algo válido. O que realmente tiramos de proveitoso foi o período utilizado para desmascarar o Mágico e revelar de uma vez por todas a besta. 

Em sua conclusão Emerald City jogou todos os elementos possíveis para fazer de sua primeira temporada um prólogo para a história mais conhecida do Mágico de Oz, com Dorothy retornando para “casa” e logo em seguida recebendo a visita de Lucas. Talvez com uma nova história centralizada na personagem com uma motivação real, encontrar a mãe e salvar Oz, Emerald City realmente viva para cumprir sua promessa. Até lá a série permanece como uma grande ideia com uma execução medíocre. Nem ruim, nem boa, apenas aceitável. 

Emerald City termina sua primeira e talvez última temporada com vários acertos, mas muitos erros também. Sobre o que é Emerald City? Quem é sua protagonista? O que teremos caso a série seja renovada para a segunda temporada? São perguntas que foram levantadas através do primeiro ano da série e com mais força em seus dois últimos episódios.  O primeiro e mais relevante ponto é tratar sobre o que Emerald City realmente é e o que ela pretendeu entregar com sua primeira temporada. Em partes tudo foi uma grande história de descobrimento e também de empoderamento feminino. Com seu nono…

Emerald City

The Villain That's Become
No Place Like Home

Nota

Emerald City se despede mostrando que tem muito mais a oferecer, mas sem tanto apelo para o que, de fato, trabalhou em sua primeira - e talvez única - temporada.

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.

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