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Crítica|Ex_Machina: Instinto Artificial

Tá ansioso pra ver a segunda temporada de Westworld e não conhece outros bons trabalhos de inteligência artificial? Chega junto!

A Netflix, sempre muito abençoada, tá com o filme Ex_Machina aparecendo como “em alta” e eu revi. Nem sabia que tava na lista da Netflix, às vezes, é complicado acompanhar. Então, se você não sabia também, vou te avisar: Ex_Machina bem tá na Netflix!!! – E eu revi, claro!

Agora, se você não sabe que raio de Ex_Machina é essa, fica com a gente e não pule o site!

Confesso que fiquei por alguns minutos pensando em como falar desse filme e dizer o quanto vale a pena vê-lo. Mas a única coisa que ficou ecoando na minha cabeça foi OSCAR ISAAC, o crush, digo, o ator do momento: É isso mesmo, o Poe Dameron e o Apocalipse. Além de várias participações especiais nos devaneios da minha vida. Mas em Ex_Machina, ele faz o Nathan.

Olha o Nathan, aqui.

Mas não sou tão superficial na análise, tem outros motivos pra assistir o filme, tal como a atuação fantástica da Alicia Vinkander – Ela fez a Gerda Wegener em A Garota Dinamarquesa (tô falando que o filme vale a pena.) – e, em Ex_Machina, faz Ava, uma android de inteligência artificial.

E essa é a Ava, com o Nathan ali.

E só pra fechar a divina trindade: Domhnall Gleeson, o General Hux em Star Wars o despertar da força, além de Gui Weasley em Harry Potter e as relíquias da morte. Mas no filme em questão, faz o Caleb.

E, aqui, claramente o Caleb, com o Nathan…

O filme britânico é de 2015 e foi roteirizado por Alex Garland, que tem como um de seus principais legados A Praia (o livro que originou o filme homônimo.). Por isso, Ex_Machina, devido a um criador literato, consequentemente, carrega um circunspecto título: grosso modo, no teatro grego clássico, surgiu um movimento forte em que os autores colocavam um acontecimento, um personagem, um artefato, enfim, colocavam algo improvável e inesperado em meio a peça para que tudo fosse explicado. Assim, esse tipo de artifício ficou sendo chamado de “deus ex machina”, ou seja, “deus surgido da máquina”. É que muitos desses eventos inesperados era um deus que descia numa corda, em meio a peça, e resolvia todas as tramas, ligando e explicando os pontos. – Portanto, o nome do filme que trata de uma inteligência artificial, que só precisa de um último detalhe para ser exibida ao mundo, fazer essa alusão, com certeza, merece respeito.

Entenda: o filme conta a história de um barbudo lindo, excêntrico e milionário, dono de uma mega empresa: Nathan, um gênio na área de computação. Esse cara cria uma android chamada Ava, que carrega uma dotada inteligência artificial e tem um elaborado sistema de comportamento, expressões etc.

Mas, Nathan precisa provar a si mesmo e ao mundo que Ava tem consciência. Que é de fato uma inteligência artificial autônoma e com o poder de crescimento evolutivo, através do aprendizado. Portanto, precisa aplicar na android o teste de Turing, basicamente, é colocar um humano pra interagir com uma máquina para saber se essa inteligência alcançou o potencial de ficar indistinguível à inteligência humana. Então, Caleb, um dos empregados de sua empresa é sorteado a cumprir essa função. E é nessa altura que começa o filme.

Ava é sedutora, dissimulada e espirituosa. Mas vive aprisionada numa instalação afastada. Ainda, no subterrâneo, sem jamais ter visto o mundo fora de seu quarto. As questões do filme começam a surgir quando percebemos a distância que existe entre Nathan e Ava. Pois quem Nathan realmente queria testar? Por que as instalações da pesquisa se situam tão longe e são encobertas como um país de regime totalitário se encobre numa cortina de ferro? Quais são as aspirações de Ava?

O filme, que foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original, costura um instigante e movimentado suspense. Trazendo a luz a discussão da consciência em uma inteligência artificial e como ela responderia ao meio. As singelas falhas na direção não retiram o mérito da obra. Afinal, consideremos que foi o filme de lançamento de Alex Garland como diretor…

E olha o Nathan, aqui, de novo, numa imagem gratuita e aleatória.

Tá ansioso pra ver a segunda temporada de Westworld e não conhece outros bons trabalhos de inteligência artificial? Chega junto! A Netflix, sempre muito abençoada, tá com o filme Ex_Machina aparecendo como "em alta" e eu revi. Nem sabia que tava na lista da Netflix, às vezes, é complicado acompanhar. Então, se você não sabia também, vou te avisar: Ex_Machina bem tá na Netflix!!! - E eu revi, claro! Agora, se você não sabe que raio de Ex_Machina é essa, fica com a gente e não pule o site! Confesso que fiquei por alguns minutos pensando em como falar desse…

Ex_Machina: Instinto Artificial

Filme

Nota

O filme conta a história de um barbudo lindo, excêntrico e milionário, dono de uma mega empresa: Nathan, um gênio na área de computação. Esse cara cria uma android chamada Ava, que carrega uma dotada inteligência artificial e tem um elaborado sistema de comportamento, expressões etc.

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Sobre Hugo Dalmon

De 88. Nascido em Volta Redonda - RJ. Formado em Letras (2011). Autor do livro Babilônia Encantada (2012). E do premiado livro Quero me lembrar de você, Amy Winehouse (2014). Também, da série de contos Armani, agora, é o novo preto (2015). Assina para a revista online Obvious, na coluna Nerd Suave. E escreve seus sentimentos no - regionalmente - premiado blog Espaaço Zeero.

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