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Crítica|Guardians of The Galaxy: The Telltale Series – Episode 1 “Tangled Up in Blue”

Guardiões da Galáxia faz o seu debut, com decisões a serem tomadas e a velha fórmula da Telltale.

Lançado no dia 18/04 este é o primeiro jogo da Marvel anunciado como parte de seu crescente impacto na cultura pop após o lançamento do MCU. Foram nove anos e de 2008 para cá tivemos poucos jogos baseados em propriedades lançadas pelos estúdios da Marvel no cinema, nenhum major após a aquisição da Disney. Homem de Ferro 1 e 2, Incrível Hulk, Capitão América e Thor ganharam versões jogáveis para as gerações dominantes de quando foram lançadas, Playstation 3 e Xbox 360. Porém com exceção de alguns jogos para celular a divisão de games da Disney não parecia tão preocupada em produzir seus jogos para outro público que não o de Android e iOS. Tivemos um pequeno gostinho do universo expandido da Marvel com Lego Marlve’s Avengers, que recontou os eventos de Vingadores, Vingadores Era de Ultron, além de Capitão América: Primeiro Vingador, Homem de Ferro 3, Thor: Mundo Sombrio e Capitão América: Soldado Invernal, mas os esforços pareciam ter parado aí.

De lá para cá a Disney decidiu impor um novo ritmo para sua divisão de games e anunciou cinco jogos direcionados ao público de consoles. Guardiões da Galáxia: The Telltale Series foi o primeiro a ser lançado. Logo teremos Marvel vs. Capcom: Infinite, um jogo ainda sem nome dos Vingadores e desenvolvido pela mesma criadora de Final Fantasy, a Square Enix em parceria com a Crystal Dynamics (Tomb Raider e Rise of Tomb Raider) e o exclusivo para Playstation, Spider-Man, provavelmente parte do acordo entre Marvel Estúdios e Sony para trazer o Homem-Aranha para o MCU.

Começando por Guardiões da Galáxia, da Telltale, a trama gira ao redor do time de Guardiões tendo que enfrentar, pela primeira vez, o temido Thanos, o titã louco e consequentemente o desenrolar do pós luta.

Como todo primeiro episódio a lentidão é garantida. Existem muitos diálogos porque é preciso conhecer pelo menos um pouco de cada personagem. Sim, ninguém aqui vive em uma bolha e com o segundo filme da franquia já nos cinemas – CONFIRA NOSSA CRÍTICA AQUI, é praticamente impossível que o gamer padrão não tenha conhecimento, pelo menos mínimo, do que se trata Guardiões da Galáxia. Entretanto é preciso, obrigatório até, que a apresentação da trama e dos protagonistas seja feita durante o primeiro capítulo, especialmente quando o espaço de lançamento entre um episódio e outro é bem grande.

Quebrar a linearidade e os clichês base nunca foi uma proposta da Marvel, então não é surpresa que aqui a trama corra de maneira tão simples. É possível antecipar vários momentos que o jogo coloca para o jogador, em alguns apenas um telespectador, mas para um primeiro encontro é sim satisfatório.

O jogo segue a fórmula padrão da Telltale de oferecer opções de diálogos

A decisão principal neste primeiro episódio diz respeito ao cisma entre a equipe e a decisão de negociar com o Colecionador, como sugerido por Rocket, ou com a Tropa Alfa, conforme sugestão da Gamora. Neste primeiro momento fiz a escolha mais aceitável e decidi lidar com a Tropa. Não imagino que o resultado seria diferente, independente do local que o time terminasse. Por isso a segunda grande decisão foi a de ter a Gamora ou o Drax para acompanha-lo em uma missão resultado da primeira decisão. Escolhi Gamora, especialmente porque queria ter um pouco da sensação de trabalhar ao lado da assassina – confesso que o Drax me irrita um pouco.

É muito comum que jogos da Telltale apresentem problemas de desempenho, como bugs no áudio, travamentos e queda de frames, com significante perda gráfica, mas com Guardians of The Galaxy em sua versão para Xbox One o jogo fluiu perfeitamente, sem engasgar e também sem as temidas travadas de áudio – em Batman eu fiquei alguns segundos sem áudio e em The Wolf Among Us várias vezes a trilha sonora simplesmente desapareceu. Então se sua preocupação, dado o histórico da empresa, for com pequenos problemas, fique casualmente tranquilo, não encontrei nada que desabonasse a produção técnica do jogo.

As vozes também foram bem utilizadas, não existe nada ruim ali e a do ator que interpreta o Rocket é bem parecida com a do filme. O grande desafio foi o do Senhor das Estrelas. Chris Pratt fez um excelente trabalho com Peter Quill, então existe certa distração até se acostumar com a sua voz, um problema que novos ‘introduzidos’ a franquia não terão.

Guardiões da Galáxia em seu primeiro episódio, Tangled Up in Blue, não faz muito pela franquia, mas serve para saciar o paladar dos fãs enquanto o mundo Marvel não cria um lado mais hardcore. A fórmula usual e o tom cômico casam melhor com a proposta de um jogo que te “dá” opções do que com uma série de filmes que continua com a mesma abordagem. Vá tranquilamente e salve a galáxia. Vale a pena. 

Guardiões da Galáxia faz o seu debut, com decisões a serem tomadas e a velha fórmula da Telltale. Lançado no dia 18/04 este é o primeiro jogo da Marvel anunciado como parte de seu crescente impacto na cultura pop após o lançamento do MCU. Foram nove anos e de 2008 para cá tivemos poucos jogos baseados em propriedades lançadas pelos estúdios da Marvel no cinema, nenhum major após a aquisição da Disney. Homem de Ferro 1 e 2, Incrível Hulk, Capitão América e Thor ganharam versões jogáveis para as gerações dominantes de quando foram lançadas, Playstation 3 e Xbox 360.…

Guardiões da Galáxia: Uma Série Telltale

Gráficos
Jogabilidade
História
Trilha Sonora

Nota

Guardiões da Galáxia da Telltale segue a fórmula já conhecida do estúdio, de contar histórias antes de apresentar um jogo. As decisões não parecem dominar este primeiro episódio, mas a aventura e diversão são garantidas.

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.

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