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Crítica|Guardiões da Galáxia (2017)

 

Em 2014, a Marvel lançou o primeiro filme dos Guardiões da Galáxia, uma equipe até então desconhecida pelo público que não acompanha os quadrinhos. Apresentando personagens novos e uma história que acontece praticamente no espaço ao público leigo, a empresa arriscou numa produção que podia ser um grande fracasso. Em vez disso, o diretor James Gunn e o grande nome do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) Kevin Feige fizeram um filme que não só bateu recorde de bilheteria em 2014, mas que também foi peça fundamental no UCM, uma vez que apresentou uma das joias do infinito. Agora, em 2017, a equipe volta aos cinemas em mais uma aventura espacial, mas, dessa vez, sem a presença das joias mais importantes da Marvel.

Guardiões da Galáxia Vol.2 mostra a equipe reunida depois de terem derrotado Ronan no primeiro filme. Trabalhando como “heróis contratados”, O Senhor das Estrelas (Chris Pratt), Gamora (Zoë Saldaña), Drax (Dave Bautista), Rocky (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel) viajam o universo prestando serviços a quem precise de sua ajuda. A trama do segundo filme dos Guardiões começa quando eles encontram Ego (Kurt Russel), o pai de Peter Quill. Parte dos heróis vão ao planeta de Ego para conhece-lo e tudo parece uma agradável reunião familiar, até que a equipe começa a perceber que nem tudo é o que parece.

Kurt Russel interpreta Ego, o pai de Peter Quill.

Mantendo o mesmo estilo narrativo do antecessor, o segundo filme apresenta bastante ação e humor enquanto apresenta diversas histórias. Além da trama principal, os Guardiões também enfrentam a raça dos Soberanos, liderados por Ayesha (Elizabeth Debicki), e os Saqueadores, grupo liderado por Yondu (Michael Rooker) que já foi mostrado no primeiro filme. Sem parecer cansativo, o longa mostra a equipe salvando o universo enquanto lida com as diferenças internas do grupo.

Ayesha (Elizabeth Debicki), líder dos Soberanos, um povo “perfeito” que tem a pele dourada.

Com o objetivo principal de entreter o público, o filme é um grande blockbuster cheio de efeitos especiais coloridos para agradar crianças e adultos. Não tendo uma ligação tão forte com os outros filmes do UCM, a produção serve apenas para que o grande público conheça melhor os personagens. Seja no romance entre Peter e Gamora, na disputa entre Nebulosa e sua irmã, na relação fraterna de Rocky e Groot ou na relação de pai e filho entre Yondu e Peter, o segundo filme fica bem mais no universo “Guardiões da Galáxia” do que no universo “Marvel”.

Assim como no primeiro filme, a trilha sonora chama atenção, uma vez que o protagonista é um grande fã dos sucessos dos anos 70, 80 e 90. O “Awsome Mixtape Vol. 2” conta com músicas de George Harisson, Glen Campbell, Fleetwood Mac, entre outros. Há, inclusive, uma cena em que a letra de “Brandy (You’re A Fine Girl)”, da banda Looking Glass, é usada em um diálogo.

Outro ponto alto do filme é Groot. Se você ficou encantado com ele no primeiro filme, vai se apaixonar pela sua versão “Baby”. Com a mentalidade de uma criança e sem se lembrar dos eventos do primeiro filme, o personagem rende diversas risadas e diversos momentos “AAWWWNNNN <3”. Engraçado e desajeitado como um bebê, o pequeno procura ajudar a equipe, mas nem sempre as coisas saem como ele espera. Um dos melhores momentos do personagem é a sequência de abertura do filme, na qual ele, bem despreocupado, dança uma música enquanto o resto da equipe luta com um alien gigante.

Baby Groot (Vin Diesel), o personagem mais fofinho cuti cuti do UCM.

O filme é divertido e entretém o público que busca por um filme de super-heróis. Não vai além disso, mas isso não é ruim, uma vez que essa sequência nunca prometeu mais que isso. Muitos fãs acreditaram que o longa teria alguma relevância nas Guerras Infinitas, evento que será lançado ano que vem em “Vingadores 3” e reunirá quase todos os heróis da Marvel no cinema, mas isso não acontece. Bem, no filme, pelo menos, não, mas aqui vai uma dica: uma das 5 cenas pós-créditos tem ligação direta com as histórias das joias do infinito nos quadrinhos, mas só quem já conhece as HQs vai entender na hora.

Um ponto positivo que deve ser notado é a escalação da atriz Pom Klementieff para o papel de Mantis. A personagem, nos quadrinhos, é vietnamita e, apesar de Pom ser francesa e filha de mãe coreana, é importante que uma atriz com traços asiáticos tenha sido escolhida. Afinal, mais do que nunca a representatividade étnica tem sido discutida no audiovisual e é muito importante que as novas produções não façam whitewashing (prática de transformar personagens não brancos em personagens brancos em uma adaptação). Recentemente vimos a polêmica que o filme Ghost In The Shell (2017) causou ao colocar a americana Scarlett Johansson no papel de uma personagem originalmente japonesa, como falamos aqui no GNB.

Mantis, interpretada por Pom Klementieff.

Apesar de não apresentar uma história muito profunda ou uma ligação muito grande com outros filmes da Marvel, Guardiões da Galáxia Vol. 2 entrega o que promete: uma grande aventura espacial com os personagens da franquia. Com as roupas coloridas, fidelidade visual aos quadrinhos e piadas a todo instante que são marcas dos filmes da Marvel, a sequência do filme de 2014 é bem sucedida em seu objetivo de apresentar melhor os Guardiões da Galáxia e seu próprio universo.

  Em 2014, a Marvel lançou o primeiro filme dos Guardiões da Galáxia, uma equipe até então desconhecida pelo público que não acompanha os quadrinhos. Apresentando personagens novos e uma história que acontece praticamente no espaço ao público leigo, a empresa arriscou numa produção que podia ser um grande fracasso. Em vez disso, o diretor James Gunn e o grande nome do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) Kevin Feige fizeram um filme que não só bateu recorde de bilheteria em 2014, mas que também foi peça fundamental no UCM, uma vez que apresentou uma das joias do infinito. Agora, em…

Guardiões da Galáxia Vol2

Filme

Nota

Mantendo o mesmo estilo narrativo do antecessor, o segundo filme apresenta bastante ação e humor enquanto apresenta diversas histórias.

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Sobre Gregory Damaso

Estudante de Comunicação que adora todo tipo de arte. Fã declarado de cultura pop maisntream, é do tipo que não para de falar do filme ou série depois que termina de ver.

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