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Crítica|Preacher 2.01 – On The Road

Preacher está de volta, após uma equilibrada primeira temporada e mostrando que não pretende deixar o ritmo diminuir.

2017 está sendo um ano agradável para as séries adaptadas de HQs e outras publicações, e podemos citar aqui como exemplos Legion e American Gods, e a segunda temporada de Preacher já era uma das mais aguardadas deste ano, com a quase certeza de que irá se somar a lista das séries respeitadas baseadas em quadrinhos.

Voltamos para a saga de Jesse (Dominic Cooper), do vampiro Cassidy (Joseph Gilgun) e de Tulipa (Ruth Negga), que descobriram no final da última temporada que Deus está desaparecido. Inclusive, logo no início deste episódio, já somos lembrados que estamos na estrada em busca de Deus e não há nenhum salto temporal, sendo uma continuação direta aos acontecimentos do episódio Call and Response (10 da primeira temporada): a cidade onde Jesse pregava foi varrida do mapa e o Santo dos Assassinos (Graham McTavish) foi convocado para matar o pastor e recuperar Gênesis.

As primeiras cenas com a interação entre o trio são maravilhosas. Apesar de desnecessária, a cena da perseguição policial ao som de COME ON EILEEN dá o ritmo do episódio. Não há perda de tempo. O roteiro é tão dinâmico e fluído que nem parece que é o início de uma temporada que ainda possui 9 episódios (ao que tudo indica) pela frente.

O confronto inicial com o Santo dos Assassinos lembra os espectadores de que Preacher, apesar de não seguir fielmente a escatologia das HQs, não pretende diminuir a quantidade de sangue e violência na nova temporada. E é engraçado ver como Sam Catlin mescla no roteiro cenas de decapitação e muito sangue, com cenas hilárias como Cassidy tentando se salvar em meio ao tiroteio.

Esta perseguição do Santo dos deixou o ritmo acelerado do episódio e após a cena final a sensação de que tudo aconteceu muito rápido. Isso seria algo ruim, porém sabendo que muitas sub tramas serão desenvolvidas e que muitos personagens das HQs estão prometidos para esta segunda temporada, retira aquele peso de “será que não estamos indo rápido demais?”.

Tulipa está ótima, como na primeira temporada, e é a voz da razão do grupo sobre o uso indiscriminado do poder de Gênesis pelo Pastor. O único ponto negativo que talvez possa atrapalhar a ótima química do trio seja essa relação amorosa (que soa até forçada, convenhamos) entre Tulipa e o Pastor, e Tulipa e o Vampiro. A personagem possui uma boa base e tentar jogá-la como interesse amoroso dos personagens masculinos é algo ultrapassado, e que sempre atrapalha o desenvolvimento de personagens. Vamos aguardar.

Uma coisa chamou a atenção neste episódio: Tulipa ouviu a notícia algumas vezes de que uma cidade inteira explodiu, mas ela não consegue ouvir o nome da cidade em nenhuma vez.  Por que esse mistério para que os protagonistas não saibam da destruição de sua cidade natal?

Quanto a busca pelo Todo Poderoso, o mistério é pouco a pouco apresentado ao telespectador. Por que Deus apareceria em um clube de strip-tease? E por que ele estaria lá pelo Jazz? Será que Deus é um dos integrantes da banda? Por que Jazz e não Britneyde num clube como este? São perguntas que talvez só teremos respostas nos próximos episódios.

Alguns personagens ficaram de fora neste episódio, mas que sabemos que continuam na trama, como o Cara de Cu (Arseface, Ian Colletti) e Fiore (Tom Brooke), o que já demonstra que muitas outras tramas paralelas serão exploradas.

Preacher voltou com muito politicamente incorreto, muita blasfêmia, muito sangue e com uma cobertura de independência criativa. Vamos torcer para que esta nova temporada nos agrade tanto quanto a anterior. Evan Goldberg e Seth Rogen, diretores da série, mostraram que em 45 minutos é possível entreter e prender a atenção dos telespectadores, além de manter o interesse em uma série que tinha todos os motivos para flopar.

Preacher está de volta, após uma equilibrada primeira temporada e mostrando que não pretende deixar o ritmo diminuir. 2017 está sendo um ano agradável para as séries adaptadas de HQs e outras publicações, e podemos citar aqui como exemplos Legion e American Gods, e a segunda temporada de Preacher já era uma das mais aguardadas deste ano, com a quase certeza de que irá se somar a lista das séries respeitadas baseadas em quadrinhos. Voltamos para a saga de Jesse (Dominic Cooper), do vampiro Cassidy (Joseph Gilgun) e de Tulipa (Ruth Negga), que descobriram no final da última temporada que…

Preacher

2.01 – On The Road

Nota

Um episódio fluido e dinâmico, que não perde tempo com apresentações e pormenores.

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana. Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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