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Crítica|Preacher 2.05 – Dallas

Os acontecimentos em Viktor deram o gancho necessário para que Preacher abordasse o passado de Tulipa e Jesse. Aqui entendemos um pouco sobre a história entre o casal e Carlos, e porque esse evento causou tantas mudanças em suas vidas.

Esse retorno ao passado do Pastor deixou duas sensações ambíguas. A primeira é a de “encheção de linguiça”, desnecessária para o momento em que a trama se encontra, e a segunda é a de uma explicação necessária para compreender um pouco mais sobre a relação de Jesse e Tulipa, e o porquê de tudo ser tão complicado entre eles.

Dallas é um dos episódios mais densos de Preacher, mergulhando em temas nada confortáveis, como aborto, relacionamento abusivo, alcoolismo, etc. Mesmo que a série já tenha mostrado coisas bem “pesadas” até aqui, este quinto episódio escancara um lado nada cristão de Jesse, novamente nos fazendo questionar sobre a existência de um herói em toda essa história.

Nossa maravilhosa Tulipa também tem sua moral e seu passado expostos aqui. A personagem possui falas excepcionais neste episódio, que poderiam se tornar tatuagens ou nomes de livros, como “Ele tinha duas piscinas, quem não casaria com ele?” se referindo à Viktor e “você jamais será perdoado” para Jesse. Dallas também deixa claro que Tulipa escolheu o caminho do crime, afinal era mais lucrativo e menos trabalhosos – apesar de perigoso.

E assim como foi feito entre Hitler e Eugene, em Viktor, onde a moral dos personagens é questionada, assim como suas escolhas frente a outros acontecimentos. Quando Viktor entra no quarto e encontra o Jogo Imobiliário no chão e nota a fuga de Tulipa, a sensação de que ele é a vítima de uma aproveitadora pode ocorrer a todos. Assim como a escolha de Jesse em ser Pastor – mesmo depois de bolar vários baseados com as páginas da Bíblia – simplesmente porque seu pai deixou uma Igreja de herança pra ele.

O episódio faz uma reflexão interessante sobre a busca do Pastor pela religião, diferente do que foi mostrado lá no primeiro episódio da primeira temporada. A religião é para muitos uma fuga de situações desagradáveis e que não parecem ter solução, algumas vezes dando sentido para a existência das pessoas, outras vezes se tornando apenas um band-aid que cedo ou tarde cairá, expondo a ferida aberta.

Com este passado de Jesse sendo explorado neste momento, será que já temos espaço para a introdução da família do Pastor? Quem leu as HQs sabe que a vovó será algo bem doce de se ver na história.

A cada episódio o vampiro Cassidy se mostra o mais humano dos protagonistas, seja aconselhando Jesse, seja encobrindo os erros de Tulipa e todas as vezes deixando seus desejos de lado para que a amizade entre o trio não acabe.

Não tivemos Graal, nem Starr, nem Cara-de-Cu, nem o Inferno, o que nos faz pensar sobre o interesse da produção em segurar algumas linhas narrativas para os últimos episódios desta temporada ou (mais provável) para uma próxima temporada.

Ao final novamente temos a chegada do Santo dos Assassinos, ao local onde a tríade estava. Esta perseguição à longos passos se tornou cansativa e caso dure mais alguns episódios, pode colocar tudo que foi construído a perder.

Os acontecimentos em Viktor deram o gancho necessário para que Preacher abordasse o passado de Tulipa e Jesse. Aqui entendemos um pouco sobre a história entre o casal e Carlos, e porque esse evento causou tantas mudanças em suas vidas. Esse retorno ao passado do Pastor deixou duas sensações ambíguas. A primeira é a de “encheção de linguiça”, desnecessária para o momento em que a trama se encontra, e a segunda é a de uma explicação necessária para compreender um pouco mais sobre a relação de Jesse e Tulipa, e o porquê de tudo ser tão complicado entre eles. Dallas…

Preacher

2.05 - Dallas

Nota

Um episódio denso, mas que deixa a sensação de ter sido colocado em um momento errado, onde as linhas seguidas até aqui já não possuem tanta preocupação com o passado das personagens.

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Sobre Michel Furquim

Psicólogo, pós-graduando em Sexualidade Humana.
Curioso e pesquisador nas áreas de sexualidade e relacionamentos. Aficionado pelo universo nerd, em especial HQs e Mangás.

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