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Crítica|Pokémon: Sun & Moon 1.01/1.02 – Alola to New Adventure! & The Guardian’s Challenge!

Eu ainda me lembro de como gostava de Pokémon. Quando o anime chegou ao Brasil eu também tive a oportunidade de jogar a primeira versão para Game Boy e se não me engano foi o Pokémon Yellow, na versão ainda em japonês. Então tudo ainda era muito intuitivo, mas mesmo assim me apaixonei pelo jogo.

Junto com isso haviam também amigos que acompanhavam o anime e com o passar dos anos e a chegada dos emuladores, comecei minha jornada no Pokémon Gold & Silver, Pokémon Crystal e também no Pokémon Stadium para Nintendo 64. Devido a esses fatores cultivei em mim aquele sentimento de fã raiz e deixei de acompanhar as sequências do anime, porém recentemente ao ver um vídeo que exibia em alguns segundos o personagem Ash (Satoshi no japonês) batalhando contra o Brock e a Misty na mais recente versão intitulada como Sun & Moon, acendeu em mim a vontade de assistir essa nova jornada sem grandes expectativas, mas de coração aberto para o que estaria por vir.

Como sempre o episódio começa mostrando a dupla Ash e Pikachu chegando a uma nova região e ficando encantados com a descoberta de novos Pokémons, em seguida a música de abertura, que é bem empolgante, e depois a aventura finalmente começa. A mãe do Ash (Delia Ketchum) aparece com o seu Mr. Mime e inicia um diálogo expositivo que logo se torna engraçado ao usar o recurso de vídeo acelerado para mostrar os eventos que os levaram até ali.

Não demora muito para que a dupla se meta em algumas confusões proporcionando assim momentos bem engraçados. Além disso a relação do Ash com o Pikachu é muito bem estabelecida e a interação entre os dois é natural e gostosa de acompanhar, porém um detalhe que serve como grande ponto positivo é a presença do personagem Kaki, além de ser negro e possuir uma “personalidade forte” ele também tem um Charizard e causou em mim mais uma identificação, pois sempre preferi utilizar Pokémons de fogo nas minhas jornadas.

Infelizmente ele não o utilizou na batalha contra o Team Skull, mas a introdução do Z-Move com o Turtonator é empolgante. Nesse momento a única informação que temos é que se trata de uma técnica especial que existe em Alola e consiste em participar de uma prova chamada “Entrada a Ilha”, e se conseguir passar por ela o treinador pode utilizar esse poder. Além disso é dada a explicação de que Alola possui quatro ilhas, cada uma com seu Pokémon guardião, e essas novidades fizeram meus olhos brilharem quase tanto quanto os do Ash e do Pikachu com as possibilidades.

Como sempre o Ash em algum momento vê um pokémon lendário, nesse caso o guardião da ilha em que ele está, Tapu Koko, mas ninguém o vê e no final acontece um encontro entre eles. Existe um momento nesses dois episódios que são apresentados tantos Z’s que você pode ficar confuso, é Z-Move, Z-Ring, Z Crystal, mas talvez seja algo como as TM’s, HM’s, Berries e outros elementos que são adicionados no decorrer do tempo, então basta ter paciência para entender como vão funcionar essas mecânicas.

Algo preocupante foi o fato do Ash ter conseguido tão facilmente o Z-Ring, já que o único personagem que vimos até agora com esse artefato foi o Kaki e parece ser algo muito forte e difícil de ser conquistado, principalmente depois dele explicar que esse poder só pode ser utilizado quando os sentimentos entre treinador e Pokémon se tornam um. Esse sentimento se transforma em força bruta, porém é sagrado e deve ser usado em benefício de alguém, a ilha ou um Pokémon, e só as pessoas que podem pensar em todas as coisas neste mundo podem usar os Z-Moves. Nessa mesma cena já são dados indícios de que não vai ser tão fácil assim para o protagonista conquistar esse poder.

Mesmo tendo ganhado um presente tão especial Ash não se torna um herói e isso também não faz com que ele se sinta mais especial, ele respeita as tradições da região em que está e demonstra que vai respeitá-las. Depois dessa aula e da confirmação de que ele ainda não vai ganhar esses poderes tão rápido temos uma explicação sobre o porquê dos Pokémons ganharem características diferentes de acordo com o local em que se encontram, porém eu fiquei tenso coma possibilidade do Exeggutor utilizado na sala de aula ter sérios problemas com torcicolos devido a posição em que o colocaram para a demonstração.

O episódio todo é muito divertido e empolgante, mas uma coisa que me incomodou foi utilizar o estereótipo do personagem gordo que tem dificuldades em acompanhar o restante da turma por conta do seu peso, quando eles entram na floresta para seguir Ash na sua caçada pelo Tapu Koko.

Porém durante essa batalha acontece um dos pontos altos desses dois episódios iniciais quando o Tapu Koko concede ao Ash o Electro Z e ele e o Pikachu executam o Gigavolt Havok. A cena chega a ser emocionante por ser carregada de referências a tokusatsus e outras produções da cultura japonesa fazendo uma mistura que lembra muito animes como Sailor Moon devido as movimentações para transformação, movimentos em sincronia como em Evangelion e um ataque mega poderoso com em Dragon Ball, todas essas referências podem fazer os fãs da saga iniciais se lembrarem de inspirações como, por exemplo, as da Staryu e Starmie que são homenagens ao Ultraman.

O mais legal é que mesmo depois de todos esses acontecimentos o Ash e o Pikachu não são mostrados como personagens super fortes e que lidam super bem com todos os desafios dessa região, eles perdem todas as competições na comemoração da sua entrada na escola e eles parecem estar longe de conquistar o tão desejado Z-Move, mas mesmo assim mantém o bom humor e animação na sua jornada.

No final esses dois primeiros episódios me conquistaram com a sua simplicidade e inocência ao mesmo tempo em que mescla as referências a série clássica e apresenta novos elementos, mas também serve para agradar o fã de Pokémon que está a muito tempo sem acompanhar as jornadas do Satoshi, vulgo Ash e do seu companheiro Pikachu, portanto aguardem pois novas críticas dessa jornada podem surgir a qualquer momento, enquanto isso deixem aqui nos comentários quais as suas impressões sobre essa temporada e qual o tipo de Pokémon que vocês escolhem como inicial em suas aventuras.

Eu ainda me lembro de como gostava de Pokémon. Quando o anime chegou ao Brasil eu também tive a oportunidade de jogar a primeira versão para Game Boy e se não me engano foi o Pokémon Yellow, na versão ainda em japonês. Então tudo ainda era muito intuitivo, mas mesmo assim me apaixonei pelo jogo. Junto com isso haviam também amigos que acompanhavam o anime e com o passar dos anos e a chegada dos emuladores, comecei minha jornada no Pokémon Gold & Silver, Pokémon Crystal e também no Pokémon Stadium para Nintendo 64. Devido a esses fatores cultivei em…

Pokémon Sun & Moon

Alola to New Adventure!
The Guardian's Challenge!

Nota

O episódio mescla bem as referências a série clássica enquanto apresenta elementos novos e interessantes para a trama.

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Sobre Angresson da Silva

Nascido em 88, ariano, meio diferentão devido ao ascendente em aquário e que adora conhecer novos animes, mangás, HQ's, jogos, filmes e séries, sempre se preocupando com a representatividade em todas essas mídias. Ainda não formado, mas gosta de escrever suas opiniões e se auto intitula um Nerd Fajuto por não se identificar com os padrões de muitos Nerds.

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