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Crítica|Runaways #1 (2017)

Quase dez anos depois os Fugitivos voltam para as páginas da Marvel em um título próprio. 

Criados por Brian K. Vaughan e Adrian Alphona, os Fugitivos tiveram seu debut em 2003, em uma típica história de crescimento. Hoje, em um mundo de adaptações de super-heróis para o cinema e televisão, estes mesmos personagens ganharão sua versão live action no serviço de streaming HULU. Pensando nesta nova abordagem e também na possibilidade de capitalização em cima de um time de adolescentes, a Marvel trouxe de volta sua equipe de fugitivos – que por enquanto não andam assim tão procurados.

A escritora Rainbow Rowell e o artista Kris Anka representam, ambos, o ápice criativo que Fugitivos demanda. A escrita e também a arte mais jovem consegue se conectar com o leitor que pede traços mais simplistas e também uma história pessoal, sexy. E é fácil enxergar em Anka o papel de visualmente apetecer um público que talvez não se interessaria por essa história. 

Este novo padrão adotado pela Marvel pode ser visto em Defensores, por exemplo, que empregou David Marquez e seu refinamento para agradar tanto aos novatos, quando aos leitores veteranos dos personagens. Ora, quem começou a ler Fugitivos em 2003 hoje já teria, na faixa, 25 a 30 anos de idade, considerando quem começou a leitura do título com 16 anos de idade. É comum então que exista essa tentativa de convergir história e teor para um nível intermediário e que encontre, fundamentalmente, a faixa que flutua entre o leitor ocasional e o ávido consumidor que está semanalmente (e fielmente) realizando suas compras. 

A história é bem centralizada e só mantemos contato com dois dos cinco Fugitivos, considerando Gerth – que morreu após o confronto com o Pride, time criminoso composto pelos pais dos adolescentes. Trazer Gerth de volta é condizente com o status quo da Marvel para seus times adolescentes. É basicamente o mesmo tipo de abordagem usada em Novos X-Men, que retirou do passado o time original de mutantes.

Aqui, porém, temos algo menos escandaloso e mais próximo de um tipo de história menos complexa. Não é preciso, neste momento, criar paradoxos ou crises absurdas, já que a garota foi resgatada após sua morte e que permaneceu morta durante os dois anos em que os Fugitivos existiram dentro deste mundo. Sim, para nós a última história dos Runaways terminou há dez anos, para eles, no mundo Marvel, foram apenas dois. 

Dentro destes dois anos, contudo, a única personagem que conseguiu uma vida mais desenvolvida nas páginas foi Nico Minoru, exatamente a primeira que vemos neste número inicial. Nico, a bruxa que só pode usar seus poderes através de palavras mágicas – uma única vez, depois apenas com variações – já esteve em A-Force, time composto por super heroínas e também conseguiu estampar várias outras páginas. Quem também conseguiu um pouco de visibilidade, mesmo que em uma versão mais velha, foi Molly – desaparecida neste volume e por muito tempo de qualquer outro. Ela fez parte do time da Irmandade Mutante em Batalha do Átomo.

Para ler a crítica de Batalha do Átomo clique aqui. 

Logo, este primeiro momento serve basicamente para nos inteirar na trama que deverá ser desenvolvida nos próximos números. Ainda temos Karolina Dean e Molly, mas a ideia de nos deixar ali no apartamento com Chase e Nico foi uma maneira afiada de retomar a história dos Fugitivos após tanto tempo distantes como um grupo. Rowell é uma escritora que tem como público jovens adultos, e Anka sabe muito bem como desenhar ótimos personagens com um ar jovial, sexy e interessante. A dupla certamente continuará com um ótimo trabalho e eu estou muito ansioso para ver como estes jovens passarão de heróis “aposentados” para novamente procurados. 

RUNAWAYS #1
Escrito por Rainbow Rowell
Arte por Kris Anka, Matthew Wilson, & Joe Caramagna
Publicado por Marvel Comics
Data de lançamento: 13 de Setembro, 2017

Quase dez anos depois os Fugitivos voltam para as páginas da Marvel em um título próprio.  Criados por Brian K. Vaughan e Adrian Alphona, os Fugitivos tiveram seu debut em 2003, em uma típica história de crescimento. Hoje, em um mundo de adaptações de super-heróis para o cinema e televisão, estes mesmos personagens ganharão sua versão live action no serviço de streaming HULU. Pensando nesta nova abordagem e também na possibilidade de capitalização em cima de um time de adolescentes, a Marvel trouxe de volta sua equipe de fugitivos - que por enquanto não andam assim tão procurados. A escritora Rainbow Rowell…

The Runaways

#1

Nota

Rowell e Anka se unem para um retorno satisfatório de 3, dos 5 Fugitivos "clássicos". Com uma reunião emergencial e o retorno de Gerth, Runaways tem tudo para demonstrar seu potencial e relevância em um mundo de quadrinhos cada vez menos intimista.

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Sobre Diego Antunes

Fundador do site, também colabora com postagens para o Série Maníacos com reviews de séries. Nutre um amor incondicional pela Marvel e é leitor ferrenho dos quadrinhos da casa das idéias desde os 12 anos de idade.

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  • Igor

    Hi, devo-lhe lembrar que o nome da personagem é ” Gert “, não há o ” h “, conserte isto. Ademais, foi uma ótima crítica.