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Crítica|Big Mouth – Primeira Temporada

Big Mouth é uma série animada original Netflix criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett e estrou na plataforma de streaming no dia 29 de setembro de 2017. A animação conta a história de quatro pré adolescentes que tem de lidar com questões como grandes quantidades de hormônios e descoberta da sexualidade.

A história gira em torno de Nick, que é dublado por Nick Kroll – que também empresta a voz para os personagens Maurice, o Monstro dos Hormônios, o Treinador Steve e Lola – de Andrew (John Mulaney), Jessi (Jessi Klein), Missy (Jenny Slate) e Jay Bilzerian (Jason Mantzoukas). Logo de inicio já é possível perceber a série tocando em assuntos importantes dessa fase da vida e também fazendo críticas ao modelo típico de família americana, isso é perceptível numa das primeiras interações de Nick com os pais, mas a série vai além, subverte esse estereótipo e levanta questões interessantes como a normatividade heterossexual.

Além disso a série também já mostra nesse primeiro episódio que pretende falar muito sobre as situações engraçadas e constrangedoras que essa fase de transição pode proporcionar e ainda assim tocar em assuntos polêmicos como na cena de nudez entre os dois amigos que resulta num momento engraçado e mostra inocência dos dois, isso acaba levando a mais uma conversa hilária e cheia de mensagens subliminares entre o Nick e seus pais.

Outro aspecto interessante é o ponto de vista feminino sobre essas mudanças que mostra a importância da comunicação entre as mulheres enquanto apresenta para os homens um pouco desse universo e se dar conta de alguns aspectos é capaz de gerar reações químicas nas cabeças dos garotos. Os dois primeiros episódios falam sobre as mudanças hormonais pelas quais os adolescentes passam e sobre como esse processo é diferente para cada um deles, mesmo tendo com ponto em comum: os hormônios.

No terceiro episódio (Sou gay?) a questão da homossexualidade é levantada e fica perceptível a preocupação em trabalhar isso de forma natural, com bom humor e sem ofender ninguém, porém se aproxima do limite durante uma cena musical, mas os estereótipos no final acabam servindo para mudar toda a perspectiva da cena. As referências a RuPaul’s Drag Race são fantásticas e a resolução do problema foi muito legal de ver. Esse  é um dos episódios com o melhor final e inclusive fica a dica de acompanhar os créditos no final dos quase trinta minutos de duração, pois valem muito a pena.

Outro episódio espetacular é o quinto (Garotas também sentem tesão) onde é abordada a questão da descoberta da sexualidade feminina e também mostra os pontos de vista de diversas mulheres em idades e realidades diferentes. Assim como aconteceu no episódio sobre a homossexualidade existe um momento em que a piada fica no limiar do que é aceitável, mas tudo se resolve e no final uma piada suja insere uma imagem na cabeça do expectador.

Existe um momento na série em que as coisas parecem partir ainda mais para o absurdo com por exemplo interações com objetos, até que um novo assunto polêmico é discutido com piadas muito exageradas, humor de constrangimento e alguns momentos um pouco deprimentes. No sétimo episódio (Réquiem para um sonho erótico) está a melhor abertura de toda a temporada e nele também estão algumas das piadas mais erradas que crescem tanto que passam a se tornar engraçadas e no final é feita mais uma piada muito bem bolada sobre a Netflix.

Do episódio oito em diante a série vai caindo um pouco na qualidade e atinge momentos de absurdo tão grandes que chegam a confundir, porém existem alguns momentos memoráveis como a piada com o personagem O Máscara, a cena contando a origem dos monstros dos hormônios, a piada para explicar a piada e um dos melhores musicais da temporada.

Apesar dos pontos negativos Big Mouth é uma série muito divertida, que causa identificação e levanta questionamentos importantes. A classificação indicativa é de dezesseis anos e vale a pena torcer para que o público dessa idade, e talvez alguns um pouco mais novos, acompanhe a série, mas se você é mais velho com certeza vai se identificar e rir das diversas situações que são apresentadas.

Big Mouth é uma série animada original Netflix criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett e estrou na plataforma de streaming no dia 29 de setembro de 2017. A animação conta a história de quatro pré adolescentes que tem de lidar com questões como grandes quantidades de hormônios e descoberta da sexualidade. A história gira em torno de Nick, que é dublado por Nick Kroll - que também empresta a voz para os personagens Maurice, o Monstro dos Hormônios, o Treinador Steve e Lola - de Andrew (John Mulaney), Jessi (Jessi Klein), Missy (Jenny Slate) e…

Big Mouth

Primeira Temporada

Nota

Big Mouth é uma série muito divertida, que causa identificação e levanta questionamentos importantes.

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Sobre Angresson da Silva

Nascido em 88, ariano, meio diferentão devido ao ascendente em aquário e que adora conhecer novos animes, mangás, HQ’s, jogos, filmes e séries, sempre se preocupando com a representatividade em todas essas mídias. Ainda não formado, mas gosta de escrever suas opiniões e se auto intitula um Nerd Fajuto por não se identificar com os padrões de muitos Nerds.

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