Crítica|Bright

Bright é um filme original Netflix que conta a história do policial Scott Ward (Will Smith) e do seu parceiro Nick Jakoby (Joel Edgerton) em um mundo com criaturas do universo de fantasia medieval como Orcs, Elfos, Fadas e Dragões inseridos no que seria o mundo atual. E como não poderia faltar numa história com essa temática a primeira informação que aparece para o espectador é a de uma profecia, em seguida é iniciada a abertura que define o tom do filme e em praticamente em toda a sua duração são mostradas cenas que abordam questões como racismo, marginalidade e violência policial.

Existem algumas piadas que parecem ter sido colocadas para tentar aliviar um pouco da tensão, mas elas infelizmente acabam não se encaixando bem na trama com exceção de um momento específico onde é falado sobre buracos. Apesar de perceber alguns problemas durante o desenvolvimento da história ela ainda continua interessante por trazer a tona alguns elementos de RPG Medieval o que pode fazer os fãs do gênero terem a vontade de continuar acompanhando a aventura para saber como vai ser o desenrolar da história e como alguns conceitos serão inseridos.

O filme além de trabalhar com questionamentos interessantes também tem um elenco bastante diverso, além do Will Smith como protagonista ainda existem personagens importantes que são representados por mulheres como a vilã e a chefe de polícia além de ter personagens de de outras etnias e também um cadeirante com papel de destaque, mas infelizmente isso acaba se perdendo quando a história começa se tornar repetitiva, longa demais e recheada de momentos que poderiam muito bem não estar ali.

Inicialmente alguns diálogos um tanto expositivos parecem coerentes dependendo da perspectiva com que se observa, mas a repetição das explicações se torna chata e o pior acontece na cena onde é explicada a motivação do cadeirante para ir atrás da varinha, nessa cena é realizado um gesto que não faz nenhum sentido e que quebra a relação com momento. Além desses diálogos existe outro problema que é a quantidade de informações que são jogadas e esquecidas, talvez até seja justificável por se tratar de uma temática e de um universo muito rico, mas são dados alguns destaques que levam o espectador a crer que serão de extrema importância, mas que acabam esquecidos, um exemplo é a fada que aparece no início da história e que não tem mais nenhuma referência às violências sofridas por essas criaturas ou como elas interagem nesse mundo. O lado positivo é que muitos desses aspectos típicos de RPG quando inseridos da maneira correta são bem trabalhados e interagem bem com a proposta apresentada pela história.

Apesar dos pontos negativos algo que vale destacar são as cenas de ação e a utilização de camêra lenta, além disso a coreografia dos elfos quando estão lutando é empolgante e da vontade de ver mais, a habilidade deles  é tão grande que quando aparecem realmente causam a sensação de que a vida dos heróis está em risco. A referência clara ao racismo e a forma como isso é explicitado também vale destaque e serve de reflexão, o personagem do Will Smith possui uma dualidade nas suas opiniões que o tornam mais real, mas em muitos momentos o artista não convence em suas atuações e determinadas situações parecem forçadas demais. Outro ponto negativo são a filha e a esposa do protagonista que tem apenas um pequeno destaque, desaparecem durante todo o longa e ressurgem no final.

Outro ponto a se destacar é que a Netflix solicitou uma sequência de Bright com o Will Smith como protagonista, isso deixa a esperança de que talvez a empresa avalie as críticas e faça um trabalho melhor na continuação pois a idéia é muito boa, mas infelizmente foi mal aproveitada e causando incômodos que quase superam algo poderia ser muito épico, porém fica também a esperança de que eles possam explorar outros locais, novas criaturas e situações. E se você gosta de música a trilha sonora é um ponto muito positivo e está disponível no spotify.

Bright é um filme original Netflix que conta a história do policial Scott Ward (Will Smith) e do seu parceiro Nick Jakoby (Joel Edgerton) em um mundo com criaturas do universo de fantasia medieval como Orcs, Elfos, Fadas e Dragões inseridos no que seria o mundo atual. E como não poderia faltar numa história com essa temática a primeira informação que aparece para o espectador é a de uma profecia, em seguida é iniciada a abertura que define o tom do filme e em praticamente em toda a sua duração são mostradas cenas que abordam questões como racismo, marginalidade e…

Bright

Filme

Nota

Bright tem uma ideia inovadora e muito interessante, além de contar com cenas de ação bem executadas e trilha sonora marcante, mas infelizmente falha na sua execução e possui um humor que muitas vezes parece forçado.

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Sobre Angresson da Silva

Nascido em 88, ariano, meio diferentão devido ao ascendente em aquário e que adora conhecer novos animes, mangás, HQ's, jogos, filmes e séries, sempre se preocupando com a representatividade em todas essas mídias. Ainda não formado, mas gosta de escrever suas opiniões e se auto intitula um Nerd Fajuto por não se identificar com os padrões de muitos Nerds.

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