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Crítica|Devilman Crybaby

O anime Devilman Crybaby estreou na Netflix no dia 05 de janeiro e é inspirado no mangá de 1972 escrito por Go Nagai, a história gira em torno do protagonista Akira Fudo que se torna hospedeiro de um demônio  e a partir desse momento a sua vida muda completamente.

É possível perceber desde a abertura que a animação possuirá uma abordagem diferente e os primeiros minutos da história também chocam por ter uma estética bastante diferente e que lembra os traços que foram utilizados e criticados em Naruto Shippuden, esse início além de apresentar o universo e traços também explora ângulos de câmera diferentes, é possível perceber alguns aspectos de violência e durante um momento bastante “pirado” é possivel perceber o por que do anime receber a classificação para maiores de dezoito anos, portanto se você possui uma idade inferior não é recomendado que assista pois realmente existe uma carga muito pesada de violência e sexo nessa produção.

O primeiro episódio é tão bom e fora do convencional que gera uma grande expectativa para o que irá acontecer a seguir, mas infelizmente o ritmo diminui drasticamente para apresentar alguns personagens e ocorre uma mudança física no personagem que de inicio pode não agradar, mas no decorrer da história se torna aceitável.

Apesar da violência ser bastante explícita ela não aparece de forma gratuita e serve para mostrar a crueldade desse universo e o estilo de desenho que a princípio causa estranhamento serve para tornar essas e outras cenas ainda mais gráficas e fluidas. Outro aspecto interessante é que não existe o típico pudor das obras japonesas no momento de explorar a nudez e as cenas de sexo e assim como a violência elas não aparecem por nada e sim para acrescentar mais ao universo e também para levantar alguns questionamentos.

É interessante perceber que o anime não se utiliza de polêmicas como a violência e o sexo para chamar a atenção, ele também levanta questionamentos sobre como nos relacionamos com a tecnologia e como a utiliza não somente como meio de comunicação, mas também em momentos importantes da trama, além disso é levantada a questão do preconceito dos japoneses com quem tem tatuagens, como essas pessoas são vistas pela sociedade e em determinado acontece uma cena que lembra bastante um episódio da série Dear White People, mas com um ponto de vista e desdobramentos diferentes.

O anime ganha ainda mais pontos positivos com a inserção do RAP como instrumento narrativo inserindo ainda mais o espectador no universo, explicando os acontecimentos de episódios passados e também para mostrar o ponto de vista dos personagens envolvidos nesse universo e deixa de ser um detalhe quando os personagens que fazem parte desse grupo vão ganhando importância no decorrer dos episódio tendo a sua própria personalidade e participando de momentos chave da narrativa.

Existem alguns momentos em que a história parece não caminhar e pode acabar sendo um pouco monótono para quem gosta de mais ação, mas a partir do oitavo episódio os acontecimentos vão escalonando, a crueldade é explorada em diversos aspectos e mostra o lado mais primal, preconceituoso, xenófobo e maléfico do ser humano fazendo você questionar quem realmente é o vilão da história e o último episódio apesar de ser um tanto filosófico apresenta um final realmente surpreendente e corajoso.

O anime Devilman Crybaby estreou na Netflix no dia 05 de janeiro e é inspirado no mangá de 1972 escrito por Go Nagai, a história gira em torno do protagonista Akira Fudo que se torna hospedeiro de um demônio  e a partir desse momento a sua vida muda completamente. É possível perceber desde a abertura que a animação possuirá uma abordagem diferente e os primeiros minutos da história também chocam por ter uma estética bastante diferente e que lembra os traços que foram utilizados e criticados em Naruto Shippuden, esse início além de apresentar o universo e traços também explora…

Devilman Crybaby

Primeira Temporada

Nota

Devilman Crybaby é uma produção da Netflix com uma estética muito diferente da que estamos acostumados e que não tem medo de explorar ao máximo temas como nudez, sexo e violência explicita, além disso tem um final surpreendente e é um anime bastante corajoso na forma que lida com os personagens.

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Sobre Angresson da Silva

Nascido em 88, ariano, meio diferentão devido ao ascendente em aquário e que adora conhecer novos animes, mangás, HQ's, jogos, filmes e séries, sempre se preocupando com a representatividade em todas essas mídias. Ainda não formado, mas gosta de escrever suas opiniões e se auto intitula um Nerd Fajuto por não se identificar com os padrões de muitos Nerds.

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